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Marginal do Tietê alaga horas após fim de chuva

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Quase seis horas depois da chuva que castigou a cidade de São Paulo, a Marginal do Tietê – principal via de acesso da cidade – ainda tinha pontos de alagamento intransitáveis neste sábado (1°).

Os alagamentos prejudicaram a mobilidade na via e chamaram a atenção pela lentidão em que a água baixava na região, uma vez que a chuva terminou por volta das 6h30. A Marginal só ficou completamente liberada de alagamentos por volta das 12h40.

O ponto mais crítico foi nas proximidades da Ponte das Bandeiras, onde duas pistas inteiras ficaram completamente embaixo d’água e só a pista local estava liberada para o tráfego de veículos por volta das 11h40. A região da Ponte Atílio Fontana também foi bastante afetada.

Por meio de nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do governo do estado – gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) – disse que monitora os rios Tietê e Pinheiros e não há registros de extravasamentos nas estruturas cuidadas pelo Estado após as chuvas da madrugada.

A pasta informou que o problema foi gerado por problemas de drenagem das pistas da marginal, que são de responsabilidade da Prefeitura de SP, comandada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“Nos dois últimos anos, foram investidos R$ 1,7 bilhão em obras, incluindo a construção de piscinões, estruturas de macrodrenagem e desassoreamento. O Programa IntegraTietê já retirou 2,6 milhões de metros cúbicos do Tietê e seus afluentes nos últimos dos anos, o equivalente a 185.689 caminhões cheios. Em dois anos, foram investidos quase R$ 500 milhões no programa”, afirmou a nota da secretaria.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito e da Companhia de Engenharia de Tráfego, informou que a Zona Máxima de Restrição de Circulação de Caminhões (ZMRC) e as Vias Estruturais Restritas (VER) deste sábado, das 10h às 14h, estão suspensas. Os caminhões que circularem pelas vias abrangidas por ambas as restrições não sofrerão autuações.

O que diz o prefeito de SP

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou, durante coletiva, que a gestão municipal monitora a situação, e ressaltou os investimentos em drenagem.

“Nós tivemos 26 pontos de alagamento. Hoje, na marginal, a gente está só com um ponto da marginal que vai pra Castelo. Graças a Deus eu coloquei. Nós atualizamos, eu coloquei R$ 7,8 bilhões de investimento em drenagem, canalização de córrego, contenção de encostos, drenagem, piscinões. O que eu investi em 4 anos é maior do que investiram no último 18 anos nessa área pra fazer frente às chuvas na cidade de São Paulo”.
Por causa do problema na Ponte das Bandeiras, a Prefeitura de SP mandou três caminhões para sugar a água acumulada e liberar as áreas (veja vídeo acima).

Em entrevista à rádio CBN, o porta-voz do CGE – Michel Pantera – disse que o problema dos alagamentos na Marginal do Tietê é causado por galerias pluviais que sofrem refluxo de água durante as fortes chuvas e não conseguem seguir para dentro do rio.

“Com o nível do Tietê muito elevado, as galerias elas entram no Tietê no meio da margem. Então, com o rio alto, a água [das pistas] não consegue entrar no rio e ocorre o que o pessoal chama de refluxo. Enche toda a galeria de água e a água de fora não consegue entrar na galeria para chegar no rio e empossa do lado, nas margens”, afirmou Pantera.

Chuva na capital

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), em vários bairros da capital paulista houve mais de 100 milímetros de chuvas na madrugada deste sábado (1°).

Maiores índices pluviométricos das estações meteorológicas do CGE:

Penha – Rincão – 100,8mm
Itaim Paulista – Vila Curuça – 100,6mm
Perus – CEU Perus – 88,2mm
Aricanduva/Vila Formosa – Shopping – 75,8mm
São Miguel Paulista – Vila Jacuí – 75,2mm
Nota da Secretaria de Meio Ambiente do governo de SP

“A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo informa que monitora os rios Tietê e Pinheiros e não há registros de extravasamentos nas estruturas cuidadas pelo Estado após as chuvas recentes. Nos dois últimos anos, foram investidos R$ 1,7 bilhão em obras, incluindo a construção de piscinões, estruturas de macrodrenagem e desassoreamento. O Programa IntegraTietê já retirou 2,6 milhões de metros cúbicos do Tietê e seus afluentes nos últimos dos anos, o equivalente a 185.689 caminhões cheios. Em dois anos, foram investidos quase R$ 500 milhões no programa. Essas ações fazem parte dos esforços contínuos para melhorar a qualidade dos rios e mitigar o risco de enchentes na região metropolitana de São Paulo”.

Fonte: g1



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