Casa Nóticias Vídeo mostra abertura de caixas-pretas de avião que caiu em Vinhedo e deixou 62 mortos; ASSISTA

Vídeo mostra abertura de caixas-pretas de avião que caiu em Vinhedo e deixou 62 mortos; ASSISTA

por admin
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Foto: Reprodução.

Na manhã deste sábado (10), o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) recebeu as duas caixas-pretas da aeronave que caiu em Vinhedo (SP). Conhecidas como Cockpit Voice Recorder (CVR) e Flight Data Recorder (FDR), esses dispositivos foram encaminhados para o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata), em Brasília (DF).

A equipe do Cenipa já iniciou os trabalhos preliminares de preparação, extração e degravação dos dados desses gravadores. Essa fase é crucial e exigirá horas de análise contínua para garantir que todas as informações relevantes sejam extraídas com precisão.

Como funcionam as Caixas-Pretas

Mas afinal, o que são e como funcionam essas caixas-pretas? Vamos entender um pouco mais sobre esses dispositivos e seu papel na investigação de acidentes aéreos.

O Cockpit Voice Recorder (CVR) é responsável por gravar todas as conversas na cabine, incluindo diálogos entre piloto, co-piloto, comissários de bordo e até comunicações com o controle de tráfego aéreo. Já o Flight Data Recorder (FDR) registra diversos parâmetros técnicos da aeronave, como altitude, velocidade e comandos dos pilotos.

Por que as Caixas-Pretas são laranjas

Embora sejam chamadas de caixas-pretas, esses dispositivos na verdade são pintados de laranja para facilitar sua localização em meio aos escombros. A cor vibrante é visível à distância e até mesmo debaixo d’água, agilizando o processo de busca e resgate.

O que acontece depois da coleta das Caixas-Pretas

Após serem encontradas, as caixas-pretas passam por um processo minucioso de limpeza e preparação para a extração dos dados. A seguir, esses dados são transferidos para uma plataforma segura onde são copiados e decodificados.

  • Limpeza e preparação: Remoção do material de proteção e limpeza das conexões.
  • Extrair dados: Transferência dos arquivos de áudio e dados técnicos.
  • Decodificação: Transformação dos arquivos brutos em gráficos e relatórios compreensíveis.

 Uma análise cuidadosa dos sons e ruídos captados também é feita, podendo indicar irregularidades ou até explosões durante o voo.

Você Sabia? A história das Caixas-Pretas

Inventadas pelo australiano David Warren em 1950, as caixas-pretas são obrigatórias na maioria das aeronaves. O objetivo é claro: identificar as causas de acidentes e ajudar na prevenção de futuros incidentes aéreos. Com o tempo, a tecnologia evoluiu, passando de gravações em fios ou chapas metálicas para memórias SSD (Solid-State Memory).

  • 1960: Início da obrigatoriedade das caixas-pretas em aviões comerciais.
  • Evolução tecnológica: Passagem de chapas metálicas para memórias SSD.

Por que não usar o material das Caixas-Pretas em todo o avião?

Essa é uma dúvida comum. A verdade é que as caixas-pretas são feitas de materiais extremamente resistentes, como aço e titânio, para suportar impactos severos. No entanto, construir uma aeronave com esses materiais a tornaria pesada demais para voar.

Os aviões são projetados com alumínio, que é mais leve, combinado com estruturas reforçadas de aço e titânio para garantir a segurança sem comprometer a capacidade de voo.

Veja a Estrutura das Caixas-Pretas:

  1. Chassi ou interface: Protege o dispositivo e facilita a gravação.
  2. Farol localizador subaquático: Ajuda na localização em caso de queda no mar.
  3. Carcaça do núcleo: Feita de aço inoxidável ou titânio, protege as gravações.
  4. Dispositivos de gravação: Armazenam dados e áudios cruciais para a investigação.

 Essa combinação de características torna as caixas-pretas indispensáveis para entender os eventos que ocorrem durante um voo e, no caso de um acidente, identificar os fatores contribuintes para a tragédia.

O Cenipa, respeitado internacionalmente em investigações desse tipo, ainda pode contar com a colaboração de fabricantes da aeronave e agências de outros países, caso os dados não possam ser recuperados devido à gravidade do evento. Dessa forma, a investigação avança de maneira eficiente, sempre buscando prevenir futuros acidentes.





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