Segundo relatos das Forças de Defesa de Israel, a operação começou como uma ação padrão de patrulha em Gaza, quando os soldados se envolveram em um confronto com terroristas palestinos. Apoiados por drones, as tropas israelenses destruíram parte de um edifício usado como esconderijo.
Após o tiroteio, ao vasculharem os destroços, os militares encontraram um corpo com características semelhantes às de Yahya Sinwar. Autoridades israelenses confirmaram sua identidade por meio de impressões digitais, registros dentários e, posteriormente, testes de DNA.
Sinwar estava foragido desde o massacre de 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1.200 mortos em Israel e sequestrou 250 pessoas. Muitos acreditavam que ele estaria escondido em túneis, possivelmente acompanhado de reféns, mas ele foi morto acima do solo e sem indícios de reféns nas proximidades.
Apesar do impacto da morte de Sinwar, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva contra o Hamas continuará. “Hoje, o mal sofreu um duro golpe, mas a missão ainda não está concluída”, disse ele, reiterando que a prioridade de Israel é a libertação dos reféns em Gaza. Cerca de 101 reféns ainda estão nas mãos do Hamas, e pelo menos um terço deles são dados como mortos.
A morte de Sinwar marca o maior golpe contra a liderança do Hamas desde o início da guerra, e ocorre três semanas após Israel ter eliminado o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo no Líbano. Enquanto alguns esperam que sua morte leve a um fim da ofensiva, Netanyahu deixou claro que o objetivo de destruir o Hamas como força militar e política permanece firme.
“Infelizmente, hoje é notório isso (exclusão de artistas de direita) e a gente vai combater. Quando eu digo ‘a gente’, refiro-me ao SATED, que defende o artista. Porque, independentemente de você ser Flamengo ou Fluminense, o seu talento é o seu talento. Então, assim, eu discordo. E a gente repudia de todas as maneiras a atual gestão, que lá está, principalmente na arte da dramaturgia. Essa perseguição política, essa perseguição social”, diz Hugo Gross, em conversa exclusiva com o NaTelinha.
E continua: “É bem verdade que, independentemente, você tem o direito de votar em quem você quiser. Cássia Kis é uma excelente atriz. Se ela levantou a bandeira por A ou por B, ela não pode ser excluída. Isso chama se movimento de perseguição”.
Na última eleição para presidente da República, em 2022, Cássia Kis apoiou o candidato Jair Bolsonaro e fez duras críticas à Lula. Em julho de 2024, o contrato da atriz não foi renovado após 34 anos na Globo. Sua saída ocorreu junto com outros atores em um movimento de redução de custos.
À reportagem, o presidente do SATED afirma que a perseguição política nos bastidores começou após o atual diretor de dramaturgia da Globo, José Luiz Villamarim, assumir o posto. O executivo passou a liderar o departamento em 2020, com a saída de Silvio Abreu.
“Infelizmente, está acontecendo isso atualmente (movimento de perseguição) porque o diretor da dramaturgia, que recebe apoio, o senhor José Luiz Villamarim, com certeza aprova isso. Porque, se não fosse assim, as coisas seriam mais libertas, pois você tem a liberdade de ir e vir. Quer dizer que hoje, independentemente, a esquerda está no poder, amanhã é a direita e temos que votar na direita? Eu acho que todos, de um modo geral, querem um Brasil maravilhoso, um Brasil com hospitais de qualidade, um Brasil que possa alcançar os grupos internacionais do primeiro mundo. E assim deixa a desejar muito que pessoas com espírito pequeno dentro da dramaturgia.” Hugo Gross, presidente do SATED-RJ
Lima Duarte e Carlos Vereza longe das telas da Globo
Ao NaTelinha, Hugo Gross completa: “Achar que quem tem seguidores nas redes sociais tem mais valor do que o talento. Quem é mais de esquerda tem mais talento do que quem é de direita. Cadê o Lima Duarte? Carlos Vereza e tantos outros atores que estão aí lutando. Acabaram com José Mayer por causa de um achismo, que não tem absolutamente nada a ver, porque ele é um grande ator, maravilhoso. O cara chegou a ficar com depressão. Então, é desumano a atual gestão da direção artística da TV Globo, e nós aqui vamos lutar com unhas e dentes”.
Ainda segundo Hugo Gross, as pessoas têm receio de se expor devido às perseguições e denuncia que uma agência de atores é controlada por um diretor de elenco da emissora, com a permissão de José Luiz Villamarim.
“Independente da cor, seja ele branco ou negro, independente da orientação sexual, o talento sempre vai gritar, vai falar mais alto, e estamos aqui para defender isso. Então essa perseguição de esquerda, de direita, de rede social, de não rede social, essa panelinha que tem lá, que vamos inclusive falar sobre essa agência (de atores) que tenho levantado mais coisas. Tem pessoas que estão dispostas a depor. Vamos levantar sim e faremos uma denúncia no Ministério Público do Trabalho. Não vamos parar de lutar pela respeitabilidade do artista.”
Ele completa: “As pessoas têm medo de se expor devido às perseguições óbvias. A denúncia ao MPT será feita, assim como um processo, pois é inadmissível que uma agência de atores seja controlada por um diretor de elenco da emissora, com a anuência do diretor geral de dramaturgia. As baixas audiências de uma emissora que sempre foi a primeira estão nitidamente sendo massacrada por um pequeno nicho por vaidade! Temos, sim, pessoas dispostas a depor no momento oportuno. A verdadeira razão de um sindicato é defender todos os trabalhadores da arte e os técnicos, e essa é a função e obrigação do SATED-RJ”.
Reclamação sobre escalação de Vale Tudo nos bastidores da Globo
A reportagem questionou o presidente do SATED se ele havia recebido alguma denúncia sobre a escalação da novela Vale Tudo, que estreia em março de 2025, em comemoração aos 60 anos da Globo. Nos últimos dias, nos bastidores, surgiram reclamações de que apenas atores de esquerda ganharam os papéis principais. O NaTelinha foi procurado por alguns profissionais que reclamaram que a escolha do elenco indicaria essa predileção na nova trama das nove escrita por Manuela Dias.
“Até agora, não recebemos nenhuma reclamação sobre esta novela (Vale Tudo), mas sim sobre a postura que a emissora, principalmente na área artística, na área geral, vem tomando, junto com a categoria. Principalmente esquecendo de dar o tratamento adequado aos idosos”, responde Gross.
O presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Rio de Janeiro encerra: “Sou perseguido, sim, porque levanto e falo a verdade. A verdade sempre será soberana. E o SATED está aqui para defender o ator, para defender a célula mais importante que fez a Rede Globo de Televisão e as emissoras campeãs de audiência. É para isso que estamos aqui, para dar ao ator a respeitabilidade em qualquer emissora, em qualquer grupo de teatro”.
A Globo foi procurada pela reportagem para comentar as declaração do presidente do SATED, mas não se manifestou.
Fonte: Na telinha