Ao fim de 1009 dias de guerra, Volodymyr Zelensky estabelece condições para um acordo de cessar-fogo com a Rússia. Em entrevista à Sky News, o presidente ucraniano diz que a Ucrânia está disposta a aceitar uma trégua se os territórios não ocupados por Moscovo passarem a ficar “sob a proteção da NATO”. Dessa forma, afirma Zelensky, a Ucrânia iria conseguir negociar no futuro – e de “maneira diplomática” – a devolução dos territórios ocupados.
Questionado sobre as intenções de Donald Trump de alegadamente querer forçar o fim da guerra com a cedência à Rússia dos territórios ucranianos ocupados, Zelensky responde que a adesão à NATO para os territórios não ocupados teria de ser a moeda de troca. Para o presidente ucraniano, isso iria colocar um ponto final na “fase quente da guerra” – mas sublinha que o convite da NATO tem de reconhecer internacionalmente as fronteiras da Ucrânia.
“Se quisermos parar com a fase quente da guerra, temos de colocar sob a alçada da NATO os territórios da Ucrânia que temos sob o nosso controlo”, insiste Zelensky.
O presidente ucraniano considera que é necessário um cessar-fogo que “garanta que Vladimir Putin não possa voltar” a invadir a Ucrânia com o objetivo de conquistar mais território. “Temos de o fazer rapidamente”, considera Zelensky – e acrescenta que, mesmo com um acordo de cessar-fogo, não vai desistir de recuperar o território que perdeu na guerra: “Depois a Ucrânia pode recuperá-los de forma diplomática”.
O presidente da Ucrânia argumenta ainda que a NATO deve colocar “imediatamente” os territórios não ocupados sob a sua proteção. “Caso contrário, ele voltará”, referindo-se a Vladimir Putin e às forças militares russas.
Zelensky sempre garantiu que jamais cederia um centímetro que fosse de território ao Kremlin, incluindo a Crimeia, que está anexada e sob controlo russo desde fevereiro de 2014.
Fonte: CNN Portugal