A venda de arsênio, substância encontrada no sangue de pessoas que passaram mal após consumir um bolo no RS, é controlada no Brasil. A aquisição do produto é permitida apenas para empresas com CNPJ e mediante um registro detalhado sobre o motivo da compra e as condições de uso.
Uma das principais aplicações do arsênio é na agricultura, como fungicida e herbicida. Além disso, o trióxido de arsênio (um dos tipos de arsênio) é utilizado como remédio em tratamentos de leucemia, mas sua aquisição também depende de prescrição médica e segue protocolos específicos.
A substância, conhecida por sua alta toxicidade, pode causar danos graves à saúde, inclusive levar à morte. No caso do RS, o delegado responsável pelo caso, Marcos Vinícius Veloso, declarou que amostras de sangue da mulher que preparou o bolo, do sobrinho-neto dela e de Neuza Denize Silva dos Anjos, uma das vítimas fatais, indicaram a presença de arsênio.
Neuza e outras duas pessoas, Tatiana Denize Silva dos Santos e Maida Berenice Flores da Silva, faleceram após consumirem o bolo.
O arsênio é considerado uma das substâncias mais preocupantes para a saúde humana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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