O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (16) que já desconfiava da participação de policiais na execução de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
“O nível de destreza do atirador apontava para um policial ser o autor dos disparos”, afirmou Tarcísio, após 14 policiais serem presos numa operação que investiga o assassinato e o vazamento de informações para a facção criminosa.
Um dos presos, que não teve o nome divulgado, é um cabo da PM suspeito de ser o autor dos disparos. Clique aqui para ver mais detalhes da operação.
Gritzbach era acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a facção criminosa. Na delação premiada assinada com o Ministério Público, ele entregou o nome de pessoas ligadas ao PCC e acusou policiais de corrupção.
Como foi a execução de Gritzbach
Em 8 de novembro, o empresário, que contava com uma escolta feita ilegalmente por policiais militares, foi executado na área de desembarque do aeroporto em Guarulhos, por dois homens armados com fuzis que desceram de um carro preto.
Gritzbach foi morto com 10 tiros – dois deles, na cabeça. O crime ocorreu à luz do dia, e os autores fugiram (veja, nos infográficos abaixo, como foi a execução, e onde a vítima foi baleada).
“Ninguém vai tolerar malfeito, desvio de conduta, desvio de caráter, bico para bandido”, afirmou Tarcísio nesta quinta. “Quem enveredar por esse caminho será punido severamente. Será preso, expulso e levado ao judiciário. Temos uma boa instituição e não vamos tolerar os que querem manchar.”
Fonte: g1