Jornalistas da AFP viram centenas de policiais entrando no tribunal, prendendo dezenas e denunciando um “incidente ilegal e violento intolerável”.
O incidente é o episódio mais recente da crescente crise política da Coreia do Sul, que eclodiu em 3 de dezembro, quando Yoon declarou lei marcial e enviou tropas ao Parlamento.
Sua tentativa de suspender o governo civil durou apenas seis horas, já que os parlamentares desafiaram os soldados e votaram contra a imposição da lei marcial. Mais tarde, eles acusaram o presidente, suspendendo-o do cargo.
Yoon prometeu no domingo “persistir, não importa quanto tempo leve, em retificar quaisquer injustiças”, apesar de enfrentar uma decisão do Tribunal Constitucional sobre seu impeachment e a investigação criminal que o levou à detenção.
Ao anunciar que os investigadores poderiam prender Yoon por mais 20 dias, o tribunal de Seul disse à AFP que havia preocupações de que ele poderia destruir evidências se fosse solto.
O presidente disse que tentaria mostrar o “propósito e a legitimidade da declaração da lei marcial”, em uma declaração emitida no domingo por seus advogados.
Seus apoiadores alegaram que a decisão de Yoon foi justificada devido à fraude eleitoral em pleito legislativo vencido no ano passado pela oposição, mas não apresentaram evidências disso.
Eles frequentemente agitam bandeiras americanas e adotam a retórica “Stop the steal” (Parem o roubo, em tradução literal), associada ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump, cujos apoiadores invadiram o Capitólio de Washington para tentar anular sua derrota eleitoral para Joe Biden.