Casa Nóticias PGR baseia acusação em indícios frágeis para afirmar que Bolsonaro apoiou plano para matar Lula

PGR baseia acusação em indícios frágeis para afirmar que Bolsonaro apoiou plano para matar Lula

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“O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do presidente da República, que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”, diz a denúncia assinada pelo procurador-geral, Paulo Gonet, referindo-se a um relatório do Ministério da Defesa sobre as eleições de 2022.

O indiciamento feito pela Polícia Federal, apresentado em novembro, não chegou a concluir que Bolsonaro tinha dado anuência ao plano, que também cogitaria a morte do então vice-presidente eleito, Geraldo Alckimin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. À época, a PF apontou apenas que o ex-presidente sabia o que estaria sendo tramado, o que é contestado pela defesa de Bolsonaro.

Após a divulgação da denúncia, a defesa do ex-presidente Bolsonaro disse estar estarrecida e indignada com as acusações. “O presidente jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”, diz a nota divulgada.

As afirmações sobre o suposto conhecimento e concordância de Bolsonaro com as mortes de Lula são baseadas nos indícios de que o documento contendo o “Punhal Verde e Amarelo” teria sido impresso no Palácio do Planalto. Além disso, Gonet indica que o documento teria sido levado ao Palácio da Alvorada em momentos coincidentes com a presença de Bolsonaro, sem mencionar provas de que, de fato, o ex-presidente teria tido acesso a ele. Gonet menciona registros de entrada e saída dos Palácios para apontar que os envolvidos estariam no mesmo local ao mesmo tempo.

A única menção a uma possível ciência de Bolsonaro sobre o plano de “neutralização” de Lula se baseia em uma conversa entre auxiliares do ex-presidente, a qual teria ocorrido após a suposta entrega do documento, no começo de dezembro de 2022.

“A ciência do plano pelo presidente da República e a sua anuência a ele são evidenciadas por diálogos posteriores, comprobatórios de que Jair Bolsonaro acompanhou a evolução do esquema e a possível data de sua execução integra”, escreveu o PGR.

Gonet cita, então, uma mensagem de WhatsApp enviada pelo general da reserva Mario Fernandes, apontado como autor do “Punhal Verde Amarelo”, ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-chefe de ordens de Bolsonaro e delator no inquérito que apura o suposto golpe.

“Durante a conversa que eu tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas (…) ai na hora eu disse, pô presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades”, diz a mensagem que teria sido enviada por Fernandes a Cid, reproduzida por Gonet na denúncia tornada pública na terça-feira.

Neste sentido, a defesa de Bolsonaro também afirma, em nota, que não há mensagens ou outro tipo de provas que conectem o ex-presidente aos supostos crimes. “A despeito dos quase dois anos de investigações — período em que foi alvo de exaustivas diligências investigatórias, amplamente suportadas por medidas cautelares de cunho invasivo, contemplando, inclusive, a custódia preventiva de apoiadores próximos —, nenhum elemento que conectasse minimamente o presidente à narrativa construída na denúncia foi encontrado. Não há qualquer mensagem do Presidente da República que embase a acusação, apesar de uma verdadeira devassa que foi feita em seus telefones pessoais”, diz a nota da defesa do ex-presidente.

De acordo com a PGR, porém, os supostos “operadores do plano” só não “ultimaram o combinado” por não terem convencido o comandante do Exército.

“Punhal Verde e Amarelo” pretendia matar Lula por envenenamento
Na denúncia da PGR contra Bolsonaro, Gonet aponta que o plano de execução de Lula envolveria a sua morte por envenenamento. No documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo” havia ainda a possibilidade de uso de remédio que induzisse o “colapso orgânico” de Lula, “considerando a vulnerabilidade de seu atual estado de saúde e sua frequência a hospitais”.

Já no caso do ministro Alexandre de Moraes, o plano de execução envolveria armamento bélico, por meio de disparo ou artefato explosivo. Há ainda, na denúncia, a menção à possibilidade de envenenar o ministro em evento oficial público.

Fonte: Gazeta do Povo



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