A Gazeta
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou, em 23 de março de 2025, a devolução de equipamentos eletrônicos ao senador Marcos Do Val (Podemos-ES), como celulares e computadores, apreendidos anteriormente em investigações. A decisão ocorre após a Polícia Federal (PF) concluir a perícia dos itens, afirmando não haver mais interesse em mantê-los retidos. Contudo, Moraes optou por manter sob custódia as armas e acessórios bélicos do senador, justificando a medida pela continuidade das apurações sobre possíveis crimes de obstrução de investigações e incitação.
Marcos Do Val, que tem se colocado como crítico ferrenho de Moraes, é alvo de um inquérito que apura ataques a delegados da PF e ao STF, incluindo o próprio ministro. A devolução parcial dos bens foi acompanhada de uma determinação para que o senador busque os itens em até 90 dias, sob pena de destruição. A decisão reflete um abrandamento em relação a medidas anteriores, como o bloqueio de redes sociais e de parte de seu salário, mas mantém restrições que evidenciam a tensão entre o parlamentar e o Judiciário.
A relação entre Do Val e Moraes tem sido marcada por polêmicas, como a acusação do senador de que o ministro lidera uma “perseguição política”. Em pronunciamentos, o parlamentar já declarou ser o “maior perseguido político do país” e chegou a ameaçar “morar no Senado” devido às sanções financeiras impostas. Apesar da devolução dos eletrônicos, a retenção das armas sinaliza que o embate está longe de um desfecho, enquanto o senador segue sob investigação e com limitações impostas pelo STF.

