O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), manifestou-se pela primeira vez sobre a reunião que teve no Salão Oval, na semana passada, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Em publicação em sua rede social, disse que “foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca”.
“Um jovem inteligente que ama muito seu país, o Brasil!”, escreveu.
A manifestação ocorre uma semana após a visita de Flávio a Washington, em uma agenda que ampliou a interlocução do senador com o primeiro escalão do governo americano. No dia 26 de maio, ele participou de uma reunião reservada com Trump, com quem tratou do combate o narcoterrorismo, do comércio bilateral e de uma parceria estratégica para a exploração de terras raras, caso eleito.
Após o encontro, Flávio classificou a conversa como produtiva e destacou a aproximação entre lideranças conservadoras dos dois países. No dia seguinte, o senador reuniu-se com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Um dia depois, o governo americano anunciou a designação de PCC e CV como organizações terroristas globais – pedido feito pelo próprio Flávio.
BRASIL, PAÍS “NÃO AMIGÁVEL”
A postagem de Trump foi feita quase simultaneamente a uma manifestação pública de Rubio, que excluiu o Brasil da lista de países amigáveis dos EUA na região. Segundo o chefe da diplomacia americana, o país está em pleno processo eleitoral, o que sugere que essa classificação pode mudar, caso Flávio seja eleito em outubro.
O esgarçamento na relação bilateral também foi expressado no relatório do USTR (Escritório de Comércio dos EUA), que concluiu a investigação sobre práticas hostis do atual governo ao comércio bilateral, ressaltando decisões do Supremo contra redes sociais, como o X, a perseguição à oposição e o protecionismo.
Como punição, o USTR recomendou a aplicação de uma tarifa global de 25% sobre produtos importados do Brasil. A decisão final só será tomada no mês que vem, uma vez esgotados os argumentos do governo Lula no imbróglio. Nesse cenário, o governo Trump também anunciou a indicação de Daniel Perez como embaixador em Brasília.