Casa Nóticias Governo aposta em publicidade milionária para tentar recuperar popularidade de Lula – Paulo Figueiredo

Governo aposta em publicidade milionária para tentar recuperar popularidade de Lula – Paulo Figueiredo

por admin
0 comentário


Em meio à tentativa de recuperar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes das eleições, o Palácio do Planalto reforçou sua aposta na comunicação. Além de renovar contratos milionários, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ampliou a presença da propaganda oficial em diferentes meios de comunicação, enquanto o PT lançou um programa de treinamento para militantes digitais.

No último dia 25 de maio, a Secom, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira, renovou por mais um ano os quatro contratos de publicidade institucional do governo federal, que somam R$ 562,5 milhões. A medida ocorreu em meio ao esforço do Palácio do Planalto para ampliar a divulgação de programas e propostas da gestão petista.

Além da manutenção dos contratos, o governo intensificou os investimentos em campanhas voltadas a algumas das principais bandeiras do terceiro mandato de Lula. A mais cara delas foi a campanha em defesa do fim da escala 6×1, que recebeu R$ 80 milhões e se tornou uma das maiores ações publicitárias da atual gestão.

O valor supera os recursos destinados à divulgação da nova fase do Desenrola Brasil, de R$ 45 milhões, e é o dobro do montante reservado para promover a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Além dos meios tradicionais, o governo vem ampliando o uso de anúncios impulsionados nas redes sociais.

Entre os dias 31 de maio e 6 de junho, por exemplo, cerca de R$ 687 mil foram destinados à promoção de publicações sobre o fim da escala 6×1 no Facebook e no Instagram, segundo dados analisados pela Gazeta do Povo na biblioteca de anúncios da Meta. Dentro do Palácio do Planalto, a proposta é vista como uma das principais vitrines da campanha à reeleição de Lula.

A ofensiva na área de comunicação ocorre em um momento em que o governo busca consolidar uma recuperação gradual da popularidade do presidente. Pesquisa Datafolha divulgada em maio mostrou que a avaliação negativa da gestão ainda supera a positiva, mas a diferença entre os dois indicadores caiu de 11 pontos percentuais, em abril, para seis pontos.

“Nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu neste país. Eu tenho a impressão de que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão de que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, cobrou Lula durante uma reunião ministerial.

O levantamento também apontou empate na aprovação pessoal do presidente: 48% aprovam e outros 48% desaprovam o trabalho de Lula. Desde o pior momento do mandato, registrado em fevereiro de 2025, o Planalto vem apostando em uma combinação de medidas econômicas, programas sociais e maior presença na comunicação oficial para tentar reduzir o desgaste junto ao eleitorado.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 20 e 21 de maio, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais em 139 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07489/2026.

Campanhas do governo priorizam propostas de maior apelo eleitoral

O principal foco das campanhas publicitárias do governo tem sido programas de apelo eleitoral. Entre as iniciativas que receberam maior destaque nos últimos meses estão a ampliação da faixa de isenção do IR, o programa Desenrola Brasil, o Gás do Povo e o programa Agora Tem Especialistas.

Também ganharam espaço peças publicitárias associadas ao conceito de “Brasil Soberano”, utilizado pelo governo em meio às tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos. Segundo a Secom, a definição dos investimentos leva em consideração fatores como audiência, perfil do público-alvo, cobertura geográfica e diversificação dos meios de comunicação.

O modelo adotado pelo governo prevê que a pasta defina as campanhas e repasse os recursos para as agências contratadas, responsáveis pela produção das peças e pela compra de espaços em veículos de comunicação e plataformas digitais. A intensificação das campanhas ocorre em meio ao calendário eleitoral.

Pela legislação em vigor, a publicidade institucional de programas, obras e serviços públicos poderá ser veiculada até 4 de julho. Após essa data, a divulgação ficará sujeita às restrições impostas pela legislação eleitoral, com exceções apenas para casos de grave e urgente necessidade pública reconhecidos pela Justiça Eleitoral.

Crédito Gazeta do Povo



Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO