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Irmã de líder PCC na Favela do Moinho é presa por homicídio

por admin
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Alessandra Moja Cunha e Lula


A Polícia Militar de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (14), Renata Moja Cunha, irmã de Leonardo Moja, conhecido como “Léo do Moinho”, apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região central da capital paulista.

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A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça por condenação por homicídio qualificado. Segundo a PM, policiais do 7º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (7º BPM/M), com apoio do Comando de Policiamento de Área (CPA/M), localizaram Renata em um apartamento na Rua Oscar Cintra Gordinho, no bairro do Glicério, após monitoramento de seus deslocamentos na região.

Após a detenção, ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, transferida para a Penitenciária Feminina de Santana.

O mandado de prisão é decorrente de condenação pelo crime de homicídio qualificado. Conforme o documento expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, Renata foi condenada a 16 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, e a ordem de prisão permanece válida até 2037.

Condenação por assassinato

A condenação está relacionada ao assassinato de Claudice Terra Rufino, ocorrido em 2005 na Favela do Moinho. De acordo com a sentença, Renata participou do crime ao lado da irmã, Alessandra Moja Cunha, que também foi condenada pelo homicídio.

Segundo a denúncia, as duas atacaram a vítima com golpes de faca enquanto ela dormia. O processo também tratava de uma acusação de tentativa de homicídio contra Everton da Silva, ex-namorado de Renata, cuja punibilidade foi posteriormente extinta.

Família já foi alvo de investigação sobre o PCC

A família Moja voltou ao centro das atenções em setembro de 2025, quando Alessandra Moja Cunha foi presa durante a Operação Sharpe, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo com apoio das polícias Militar e Civil.

Segundo a investigação, Alessandra integrava a rede de apoio ao PCC na Favela do Moinho. O Ministério Público afirma que ela repassava informações ao irmão, Leonardo Moja, além de participar de um esquema de extorsão de moradores que aderiam ao programa habitacional para deixar a favela.

Os investigadores sustentam que famílias interessadas em receber imóveis da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) eram obrigadas a pagar valores que, em alguns casos, chegavam a R$ 100 mil. O MP também atribui a Alessandra participação em atividades de lavagem de dinheiro ligadas ao grupo criminoso.

Alessandra Moja Cunha e presidente Lula em evento na Favela do Moinho. Foto: Reprodução.

Evento com Lula

Antes de ser presa, Alessandra participou do evento realizado pelo presidente Lula (PT) na Favela do Moinho, em 26 de junho, quando o governo federal anunciou medidas para o reassentamento das cerca de 900 famílias da comunidade.

Na ocasião, ela foi chamada ao palco por lideranças locais e cumprimentou o presidente antes do discurso. A presença de Alessandra ganhou repercussão após sua prisão.

Dias antes da visita presidencial, representantes da Secretaria-Geral da Presidência participaram de reuniões com lideranças da Associação da Comunidade do Moinho para organizar o evento.





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