A pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje (27) mostra o Lula ampliando a vantagem na disputa de primeiro turno pela Presidência da República. Nas simulações de segundo turno, porém, o levantamento aponta empate técnico entre o petista e seus principais adversários, apesar de Lula aparecer numericamente à frente em todos os cenários.
O estudo foi o primeiro realizado após o anúncio da tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, dois pontos acima da pesquisa anterior, divulgada em 13 de julho.
Flávio Bolsonaro (PL) registra 33%, um ponto percentual abaixo do levantamento anterior. Os demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.
Cenários de segundo turno
Na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% do senador. O resultado permanece dentro da margem de erro da pesquisa.
Nos demais cenários, Lula registra:
- Contra Romeu Zema (Novo): 46% a 42%;
- Contra Ronaldo Caiado (PSD): 45% a 43%;
- Contra Renan Santos (Missão): 47% a 39%.
Em comparação com a rodada anterior, Caiado e Zema reduziram a diferença em relação ao presidente.
Rejeição e voto
Segundo o levantamento, 52% dos eleitores que já escolheram um candidato afirmam que esse é o nome considerado ideal. Outros 36% dizem optar pelo melhor entre as alternativas disponíveis.
Apenas 10% afirmam votar principalmente para impedir a vitória de outro candidato. No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, esse percentual sobe para 21%.
Entre os eleitores de Lula, 64% consideram o presidente seu candidato ideal. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 47%.
As taxas de rejeição permaneceram praticamente estáveis. Lula passou de 46% para 48%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve 50%. Já Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos registraram redução entre quatro e sete pontos percentuais em seus índices de rejeição.
Tarifa dos Estados Unidos
A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre a tarifa anunciada pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, 80% afirmam conhecer a medida. Para 53% dos entrevistados, a decisão teve motivação política e buscaria influenciar o cenário eleitoral brasileiro. Outros 32% consideram que a medida decorre de razões comerciais e econômicas.
Questionados sobre a responsabilidade pela medida, 41% atribuíram a decisão ao governo Lula e outros 41% responsabilizaram Flávio Bolsonaro.
Metodologia
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre os dias 24 e 26 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.