Casa Nóticias É um ‘avatar humanizado’, não um fake que gera fraude

É um ‘avatar humanizado’, não um fake que gera fraude

por admin
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O programa ALive desta quarta-feira (29) abordou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de dar 48h para Jair Bolsonaro (PL) informar se consentiu ou não com a produção do vídeo feito por inteligência artificial (IA) que foi apresentado durante a convenção nacional do PL no último sábado (25).

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Segundo o magistrado, o consentimento do ex-presidente pode definir se ele continuará ou não em prisão domiciliar e se a campanha de Flávio à Presidência poderá ser punida.

O ministro afirmou que, caso Jair não tenha autorizado o uso do vídeo, a campanha de Flávio e o PL podem responder por terem recorrido à “deep fake”: “Além de constituir desrespeito à ordem judicial por FLÁVIO NANTES BOLSONARO e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada “deep fake”, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral”.

No entanto, de acordo com Yêda Matta Brandi, CEO da Martech, empresa especializada em IA, o vídeo de Jair exibido pelo PL é um “avatar humanizado”, e não uma deepfake criminosa ou algo do tipo: “Foi utilizada uma imagem, outros vídeos do Jair que são públicos, que estão nas mídias, e que qualquer pessoa com aplicação de IA pode gerar um vídeo do Jair e colocar na sua rede social”.

Ainda de acordo com Yêda, o avatar não foi usado para ludibriar, induzir ou cometer crimes: “O avatar, inclusive, ele pode ser humanizado, ele pode ser um cartoon, ele pode ser você infantil”. Ainda de acordo com ela, deepfake “não quer dizer que seja fraude ou que seja alguma informação que eu estou levando para ludibriar alguém”.

“O deepfake é porque você está fazendo um avatar que não é a pessoa na realidade, é uma humanização que você pode usar ou não. Hoje, nas ferramentas, você, inclusive, a ferramenta te pergunta: você quer fazer o seu avatar humanizado ou você quer fazer o seu avatar no modelo cartoon?”, explicou.

“Se tivessem feito, por exemplo, o Bolsonaro no modelo cartoon, será que estariam discutindo que também era um deepfake? Porque o que está se discutindo aqui talvez seja o conteúdo, a contextualização, porque a imagem é nítida que é um deepfake”, um “avatar humanizado”, prosseguiu a CEO.

“A mulherada, então, que dá um retoque no rosto, qualquer gesto, qualquer modelo que você muda na sua imagem ou que você altera ou que você reflete você como você quer ser, é um deepfake, mas não é um fake que gere fraude”, completou Yêda.

A CEO da Martech finalizou reafirmando que “deepfake é um avatar, é um avatar humanizado”: “Hoje nós vivemos praticamente com todos os conteúdos feitos sintetizados. Tudo que a gente produz diariamente de dado e que a gente sintetiza e transforma ou em imagem ou em vídeo, é um deep, é um deep fake, que não quer dizer que seja fraude. Nenhum momento quer dizer que seja fraude”.

“O que aconteceu naquele evento [do PL], a gente teve um avatar, até mesmo a qualidade a gente percebia, tem avatares que são até muito mais potentes e que você nem percebe. O cinema, a indústria do cinema usa muito, fazendo os filmes, a maioria dos filmes digitais hoje, eles utilizam essas técnicas e isso não tem nada de mais”, finalizou.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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