A arrecadação das receitas federais registrou crescimento real de 6,63% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Descontada a inflação medida pelo IPCA, o total arrecadado chegou a R$ 1,587 trilhão entre janeiro e junho, acima dos R$ 1,553 trilhão registrados no mesmo intervalo de 2025.
As receitas administradas pela Receita Federal, que incluem tributos como o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), somaram R$ 1,522 trilhão no período. O resultado representa crescimento real de 6,83%.
Segundo a Receita Federal, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação das contribuições previdenciárias, além do avanço na cobrança de PIS/Cofins, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
A arrecadação previdenciária alcançou R$ 381,1 bilhões no semestre, com crescimento real de 5,08%. De acordo com o Fisco, o resultado foi influenciado pela alta de 3,27% da massa salarial, pelo aumento de 5,46% na arrecadação previdenciária do Simples Nacional e pelo crescimento de 16,85% nas compensações tributárias relacionadas a débitos previdenciários.
Outro destaque foi a arrecadação conjunta de PIS/Pasep e Cofins, que totalizou R$ 309,6 bilhões entre janeiro e junho, com crescimento real de 4,45%. A Receita atribui parte do resultado ao aumento de 10,26% nas compensações tributárias, após a aprovação das desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação durante a crise de abastecimento provocada pela guerra no Oriente Médio.
Somente em junho, a Receita registrou recolhimentos atípicos de R$ 4 bilhões em IRPJ e CSLL. No mesmo mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto arrecadou R$ 3,77 bilhões.
Já as receitas não administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 15,82 bilhões no acumulado do primeiro semestre, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (30).