Casa Nóticias É preciso pôr fim à ‘junta cívico-jurídica’ de Lula e Moraes

É preciso pôr fim à ‘junta cívico-jurídica’ de Lula e Moraes

por admin
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O programa ALive desta quinta-feira (13) abordou a repercussão na mídia mainstream e entre as associações de imprensa da operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, contra a fonte do jornalista Luís Pablo, que fez uma série de reportagens denunciando o uso ilegal de veículos oficiais no Maranhão por Flávio Dino.

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Ao abrir o programa de hoje, o apresentador Claudio Dantas leu um editorial de sua autoria sobre o cenário político e institucional do país, caotizado pelo Supremo. Dantas criticou a “junta cívico-jurídica” formada por Lula, Moraes, Dino e Gilmar e afirmou que o grupo “destruiu a Lava Jato e sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e democrático”.

O apresentador também defendeu a independência da imprensa e relembrou episódios de sua trajetória no jornalismo investigativo. “Já fui censurado pela junta, nunca por qualquer bolsonarista”, afirmou.

Ao final, Dantas defendeu uma mudança política nas eleições de outubro deste ano. “É preciso colocar um fim no regime atual em outubro, antes que o próximo outubro nunca chegue”, afirmou.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

LEIA A ÍNTEGRA:

“O Brasil é governado por uma junta cívico-jurídica que tem como expoentes Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, um consórcio autoritário que submete a todos, inclusive à imprensa que o apoia deliberadamente por endereços mesquinhos. Essa junta destruiu a Lava Jato e sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e democrático.

Acusado de radicalismo por mera questão de forma, e não de conteúdo, esse movimento amadureceu e agora entrega um candidato adaptado à forma. Mesmo apanhando todo dia dessa mesma imprensa, Flávio e seus aliados absorvem acusações falsas e críticas desonestas e ainda mantêm o diálogo com todos.

Da última vez que ele esteve aqui no meu programa, há mais de um ano, declarou ao vivo seu respeito ao meu trabalho, citando minhas críticas duras, mas honestas, e teve a coragem de ser entrevistado pelo jornalista que publicou a história da compra da sua casa em Brasília. Não foi à Justiça tentar derrubar a matéria, não fez ameaças, não pediu para a PF quebrar meu sigilo para descobrir a fonte da reportagem.

Seu pai, Jair, também me recebeu no Planalto, mesmo quando criticado por mim por suas escolhas para a PGR e para o STF. Já fui censurado pela junta, nunca por qualquer bolsonarista.

Despertei para isso há alguns anos e estimo que o mesmo aconteça com outros jornalistas, acadêmicos, financistas, industriais etc. Me lembro que, em 9 de janeiro de 2023, dia seguinte ao fatídico 8 de janeiro, ao questionar um advogado do PT bastante conhecido e educado sobre os abusos de direitos humanos contra cidadãos comuns indignados com a eleição de Lula, ouvi dele a frase: “Moraes, tranque todos e jogue a chave fora”.

Essa frase funcionou na minha cabeça como um gatilho. Foi literalmente uma virada de chave. Percebi ali que a forma é irrelevante diante do conteúdo e, muitas vezes, tem até sentido tático.

Por isso, coloquei meu microfone em defesa dessa gente, vítima do arbítrio da junta. Por isso, nado contra a maré da conveniência.

Coloco minha experiência de quase 30 anos de jornalismo político e investigativo para ajudar na qualificação também desse debate, que é o mais importante de todos.

Queremos viver a divergência de maneira democrática, no Estado de Direito, fazendo o embate de ideias pela política, ou pacificar o país na marra, no medo, trocando o barulho das redes pelo silêncio das masmorras da PF?

Rogo aos jornalistas que ainda pretendem fazer esse ofício que compreendam o atual limiar civilizatório que vivemos. Jornalistas devem fiscalizar o poder, criticar, se opor, podem até elogiar o que está certo. Mas isso só é possível numa sociedade democrática.

É preciso colocar um fim no regime atual em outubro, antes que o próximo outubro nunca chegue”.

ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:





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