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Toffoli adia análise de candidatura de Renan Santos

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli retirou de pauta o processo de registro da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. Em despacho publicado na noite de sábado (29), o ministro apontou “indícios de ilicitudes” na documentação apresentada pela chapa formada pelo líder do MBL e Aroldo Medina.

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A decisão interrompe a análise do registro, que começaria nesta segunda-feira (31), para que o TSE examine informações adicionais apresentadas pela candidatura sobre suas redes sociais. Toffoli também determinou a abertura de prazo para manifestação dos advogados do Missão.

O ponto central do despacho é a relação de perfis vinculados à campanha. Segundo o ministro, os candidatos informaram posteriormente à Justiça Eleitoral a existência de 18 contas em redes sociais.

“Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, escreveu Toffoli.

A legislação eleitoral exige que os candidatos informem, no registro de candidatura, seus canais de comunicação na internet. A apresentação posterior das contas levou o ministro a suspender a análise para verificar a nova documentação. Além dos perfis pessoais de Renan no Instagram, TikTok, YouTube e Facebook, a candidatura informou endereços associados ao candidato, entre eles “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”.

Renan reagiu ao adiamento no X com ironia. “Parece que nossa campanha está indo bem”, escreveu. Já em vídeo divulgado nas redes sociais, o candidato negou irregularidades. Segundo Renan, o problema relacionado ao registro das redes sociais também teria atingido outros candidatos.

O líder do MBL afirmou ainda que sua campanha estaria sendo alvo de uma tentativa de enquadramento por abuso de poder econômico.

“É um problema que envolve o TSE, é um problema interno de sistema ali, que já foi resolvido há muito tempo. A gente registrou sim minhas redes sociais e estão querendo enquadrar minha campanha como uma campanha que está basicamente abusando do poder econômico”, afirmou na gravação.

Apesar de manter presença no Instagram, YouTube e TikTok, Renan informou ao TSE, no registro apresentado em 7 de agosto, apenas seu perfil no X (ex-Twitter) e um site. Em 19 de agosto, três dias depois do início oficial da campanha, a equipe jurídica solicitou a inclusão de outras contas.

Até o início da noite de quinta (27), esses perfis ainda não constavam na base de dados do TSE nem na ficha oficial do candidato no DivulgaCand. A atualização posterior dos dados pelo TSE não encerrou a questão. A aplicação do filtro sobre os perfis de Renan ainda dependia da atualização de cada plataforma.

Pelas regras de propaganda eleitoral, os perfis existentes antes do registro da candidatura devem ser informados à Justiça Eleitoral no momento do registro. Contas criadas durante a campanha têm prazo de 24 horas para serem comunicadas.

Os perfis preexistentes que não forem informados no registro somente podem ser utilizados na campanha 48 horas após o cadastramento na Justiça Eleitoral.





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