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Senador da base de Lula assina pedido de impeachment Moraes

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O senador Flávio Arns (PSB-PR), integrante de um partido da base do governo Lula (PT), assinou um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A adesão ocorreu nesta quarta-feira (2), após a divulgação de novas informações sobre a relação entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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Arns confirmou a decisão em uma publicação nas redes sociais. O senador afirmou que os fatos revelados recentemente são graves e podem caracterizar crime de responsabilidade.

“Assinei hoje o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, apresentado pelo deputado federal Marcel Van Hattem. Os fatos que vieram à tona ontem são gravíssimos e apontam para o crime de responsabilidade”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que as circunstâncias envolvendo Moraes sejam investigadas sem interferências e com base na Constituição.

“Acredito que ninguém deve estar acima da lei e que as investigações devem ocorrer de forma transparente e sem interferências, em respeito absoluto à nossa Constituição”, registrou.

Movimento dentro da base de Lula

A posição de Arns chama atenção porque o PSB integra a base do governo federal e é o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. O senador, portanto, faz parte de uma legenda que mantém relação política com o Palácio do Planalto.

A assinatura ocorre em meio ao aumento da pressão no Senado pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes. As cobranças ganharam força após a divulgação de informações da Polícia Federal sobre contatos mantidos entre o ministro e Vorcaro.

O requerimento apoiado por Arns foi apresentado pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) e posteriormente levado ao Senado.

Outros senadores também passaram a defender a responsabilização de Moraes. Carlos Viana (PSD-MG) anunciou um pedido de impeachment na terça-feira (1º), enquanto o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), informou que renovaria um requerimento contra o ministro.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também apresentou um pedido na terça-feira. O documento passou a receber novas adesões no Senado após as revelações relacionadas ao Banco Master.

Arns já deixou o PT

A relação de Arns com o PT também faz parte de sua trajetória política. O senador ingressou na legenda em 2001 e foi eleito para o Senado pelo partido em 2002.

A desfiliação ocorreu em 2009, depois de Arns divergir da orientação do PT em relação às denúncias contra o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA).

Na ocasião, a bancada petista havia sido orientada a apoiar o arquivamento das representações contra Sarney no Conselho de Ética. Arns discordou e deixou a legenda.

Depois, passou pelo PSDB, Rede e Podemos. Em 2023, ingressou no PSB, partido pelo qual exerce atualmente o mandato de senador pelo Paraná.

Pressão sobre Moraes

A adesão de Arns ocorre em um momento de escalada da pressão política sobre Moraes. As mensagens encontradas no celular de Vorcaro e divulgadas após a retirada do sigilo de relatório da Polícia Federal passaram a ser utilizadas por parlamentares para cobrar investigação sobre a relação entre o banqueiro e o ministro.

As conversas são alvo de questionamentos de parlamentares da oposição, que levantam a possibilidade de eventual advocacia administrativa e outros crimes. As suspeitas, contudo, ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.





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