Luiz Fux e Nunes Marques se reuniram com Edson Fachin há pouco para denunciar o que classificam como “perseguição inadmissível” por parte da Polícia Federal de Andrei Rodrigues, afastado do cargo hoje por decisão de André Mendonça. Além de serem citados no dossiê usado por Alexandre de Moraes, os dois ministros receberam recados indiretos de que suas vidas e a de seus filhos, que atuam como advogados, seriam devassadas, caso apoiassem Mendonça.
Eles desconfiam que reportagens publicadas na imprensa com dados sobre clientes dos escritórios dos seus filhos foram abastecidas com informações da PF paralela de Andrei.
No caso de Rodrigo Fux, uma matéria de janeiro falava do crescimento exponencial de ações de seu escritório após a posse do pai em 2011. Outra, com conteúdo semelhante, apontou para o sucesso do escritório de Kevin de Carvalho Marques, que, com 1 no de OAB, conquistou clientes como JBS e Master.
Fux e Nunes alertaram Fachin de que ele também pode ter sido alvo de investigações ilegais, assim como outros ministros.
O mesmo teria ocorrido com Mendonça, que também virou alvo de reportagens por causa de mensagens que não estão no inquérito do Master. O ministro já confidenciou a colegas que sabia da devassa, identificou os ‘espiões’ e adotou medidas de blindagem para comunicações e deslocamentos. Para evitar mais exploração midiática, Mendonça também deixou o Iter.
Na decisão de afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, André Mendonça determinou a abertura de inquérito sobre a fábrica de dossiês. O objetivo é descobrir o alcance da arapongagem institucional, seus integrantes e mandantes.
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