Quinta-feira, Setembro 24, 2026
Casa Nóticias Lula acusa Israel de genocídio e ataca tarifas dos EUA

Lula acusa Israel de genocídio e ataca tarifas dos EUA

por admin
0 comentário

O presidente Lula (PT) afirmou hoje (22), na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que a organização vive o momento mais crítico desde sua primeira participação na tribuna, em 2003. Disse estar movido pela “indignação” e declarou que a credibilidade do organismo “nunca esteve tão baixa”.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Ao final da fala, ligou o discurso às eleições de 4 de outubro no Brasil. Afirmou que não permitirá que “inimigos da democracia, internos e externos” atentem contra a vontade popular.

Lula acusou o governo de Benjamin Netanyahu de praticar “genocídio” em Gaza.

Classificou o uso de tarifas como instrumento de “coerção e chantagem”. Sobre a postura dos Estados Unidos na região, declarou: “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo num contexto de tentações hegemônicas”.

Lula repetiu a frase: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

Sobre o cenário eleitoral internacional, declarou: “A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”. Acrescentou: “A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”.

Lula voltou a criticar o poder de veto dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Segundo ele, o cenário é agravado pelo “imobilismo” do colegiado. Disse que o Brasil já alertava para os riscos do mecanismo desde 1946, na 1ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

Sobre o veto, declarou: “Esse vício deu origem à Carta da ONU, que conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez. Esse pecado original soma-se agora a uma profunda crise de liderança”.

Disse que a ONU “está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar a humanidade do flagelo da guerra”. Acrescentou: “Somos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre seu papel”.

Reconheceu “a realidade do poder”, mas disse que as concessões à “lei do mais forte” já ultrapassaram os limites. Defendeu: “No mundo interdependente, liderar é conciliar interesses da pátria com os da humanidade”.

Sobre segurança pública, disse ter entregado pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos uma proposta que afasta a possibilidade de um cerco militar ao Brasil. Declarou: “Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades”. Acrescentou: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”.

Classificou o Brasil como país “amante da paz” e mencionou a luta contra a ditadura militar. Sobre a parceria com a China, declarou: “Iniciativas como o Grupo de Amigos da Paz, criado por Brasil e China, revelam que há força da comunidade internacional dispostas a trabalhar pelo diálogo”. Também disse: “Somos chamados a optar entre o multilateralismo e unilateralismo, democracia ou extremismo, soberania ou subordinação”.





Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO