Quinta-feira, Setembro 24, 2026
Casa Nóticias Mendonça cita HD lacrado de Vorcaro como prova de que Moraes mentiu

Mendonça cita HD lacrado de Vorcaro como prova de que Moraes mentiu

por admin
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o HD criptografado com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, permanece lacrado desde que chegou ao seu gabinete e nunca foi acessado.

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A declaração foi apresentada em resposta às acusações feitas por Alexandre de Moraes contra o colega. Mendonça usa a integridade do material em sua defesa para contestar a alegação falsa de que teria tido acesso antecipado ao acervo bruto da investigação do caso Master e, com isso, colocado em risco a cadeia de custódia das provas.

Segundo Mendonça, a Polícia Federal (PF) informou à Presidência do STF que o material original continua sob custódia da corporação, com os lacres íntegros e mecanismos destinados a verificar a integridade dos arquivos. Para o ministro, a informação afasta a hipótese levantada por Moraes.

Mendonça classificou como “cabal e categoricamente falsa” a premissa alegada por Moraes de que teria tido acesso antecipado às extrações: “Seja porque manifestamente falsa a alegação de que este relator possuía acesso antecipado ao acervo bruto das extrações — o que já esvazia por completo as imputações que lhe são levianamente dirigidas, todas a partir dessa premissa, que se mostrou cabalmente falsa —; seja pelo teor dos esclarecimentos prestados pelo Diretor-Geral da Polícia Federal; não há que sequer cogitar de eventual quebra de imparcialidade por este Ministro relator, ou da prática de qualquer atitude capaz de configurar ‘usurpação da direção das investigações’”.

O HD foi encaminhado ao gabinete por iniciativa do coordenador de Inquéritos nos Tribunais Superiores da Polícia Federal, segundo Mendonça. A entrega foi registrada em ofício da PF, que identificou o dispositivo pelo número B0003311945.

“O HD, recebido encriptado, jamais foi acessado”, escreveu o ministro a Fachin. Mendonça colocou o dispositivo à disposição da Presidência do Supremo e afirmou que a análise do material pode comprovar a preservação do lacre.

Moraes havia recorrido ao inquérito das fake news para pedir uma investigação contra Mendonça. Entre as suspeitas alegadas falsamente contra o colega estavam o suposto direcionamento de alvos por razões pessoais e políticas nos casos Master e INSS, interferências nos trabalhos da PF e medidas que poderiam comprometer a cadeia de custódia das provas.

O ministro também contestou a acusação de que teria obtido acesso antecipado aos dados para “selecionar, suprimir ou manipular documentação em flagrante quebra da cadeia de custódia”. Segundo Mendonça, a imputação se baseia na mesma premissa falsa de Moraes.

Mendonça negou ainda ter direcionado politicamente o relatório da PF sobre o ministro do Supremo. De acordo com ele, seu pedido à PF se limitou à obtenção de informações atualizadas sobre uma hipótese criminal que já constava das apurações.

Na manifestação a Fachin, destacou ainda que o próprio relatório registra que o recorte analisado decorreu das mensagens reproduzidas na informação policial “e não de escolha discricionária sobre nomes”. O documento também afirma que “a ausência de um nome em um conjunto documental específico não é ato do relator”.

Mendonça ressaltou também que as hipóteses de um recorte de autoridades “assimétrico e deliberado” e de uma estratégia contra “obstáculos institucionais” foram classificadas no relatório como de “confiança baixa”.





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