A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, deve retirar o apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado Federal. A informação é do site Metrópoles. O senador se aproximou do presidente Lula (PT), enquanto dirigentes de seu partido apoiam Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da disputa presidencial.
Segundo o portal, Alcolumbre “tem se mostrado apreensivo com a possibilidade real de perder o posto a partir do próximo ano e buscado cooptar senadores novatos para votarem pela sua recondução” ao comando da Casa.
Para conquistar votos, o parlamentar estaria oferecendo, de acordo com o Metrópoles, “gabinetes em espaços privilegiados e presidências de comissões, colegiados responsáveis por analisar projetos de lei antes da votação em plenário”.
Sem o respaldo da própria federação, o parlamentar poderá disputar a presidência de forma avulsa, “mas terá mais dificuldades para permanecer no cargo”.
Nas últimas semanas, em meio à corrida eleitoral, Alcolumbre tomou duas decisões que favoreceram os interesses do governo Lula: pautou a discussão sobre o fim da escala 6X1 e retirou de pauta a PEC da Segurança Pública, evitando a votação de uma proposta sobre a maioridade penal defendida por Flávio e que “constrange” o PT.