Casa Nóticias Dilma ganha R$ 17 mil por mês e R$ 6 mi retroativos como anistiada – Paulo Figueiredo

Dilma ganha R$ 17 mil por mês e R$ 6 mi retroativos como anistiada – Paulo Figueiredo

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Dilma ganha R$ 17 mil por mês e R$ 6 mi retroativos como anistiada


Portaria do Ministério dos Direitos Humanos cumpre decisão judicial; ex-presidente havia obtido indenização única em 2025

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania publicou nesta terça-feira, 27, uma portaria que garante à ex-presidente Dilma Rousseff reparação econômica mensal de R$ 17,5 mil, em caráter permanente e continuado. O benefício reconhece as violações sofridas por ela durante o regime militar (1964-1985).

O documento também determina o pagamento de R$ 6,6 milhões em valores retroativos, referentes ao período iniciado em 21 de outubro de 1997. O montante efetivamente pago, no entanto, vai considerar o desconto das quantias já recebidas por Dilma e os critérios de atualização estabelecidos pela Justiça.

A nova portaria cumpre uma decisão judicial e retifica o ato que concedeu anistia à ex-presidente no ano passado.

Em maio de 2025, a Comissão de Anistia aprovou por unanimidade o reconhecimento de Dilma como anistiada política. O colegiado concedeu a ela uma reparação econômica de R$ 100 mil, em parcela única.

A decisão foi formalizada pela Portaria n° 1.424, assinada em 19 de agosto de 2025 e publicada no Diário Oficial da União nove dias depois, em 28 de agosto. O texto divulgado agora substitui o valor fixo pela reparação mensal e manda calcular os retroativos.

A anistia política é um mecanismo de reparação a pessoas atingidas por atos de exceção. A compensação econômica pode ser concedida quando há reconhecimento de prejuízos causados pela perseguição política.

Dilma protocolou o pedido de anistia em 2002. No ano seguinte, solicitou a suspensão do processo ao assumir o Ministério de Minas e Energia, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tramitação continuou parada durante os anos em que Dilma ocupou a Presidência da República. Com o impeachment, em 2016, a ex-presidente recorreu para retomar a análise do caso.

Em abril de 2022, no governo do então presidente Jair Bolsonaro, o pedido foi negado pela então ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A defesa de Dilma recorreu da decisão.

Dilma participou de guerrilha armada durante a ditadura militar

Integrante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, organização de guerrilha armada contra o regime militar, Dilma foi presa em 1970, aos 22 anos. Ela permaneceu detida por cerca de três anos e relata ter sofrido torturas físicas e psicológicas, como sessões de pau de arara, choques elétricos, afogamento e palmatória.

Libertada, mudou-se para o Rio Grande do Sul. Em 1975, começou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE). Dois anos depois, foi demitida da FEE ao ter o nome incluído em uma lista de “comunistas infiltrados no governo”.

O Serviço Nacional de Informações manteve a ex-presidente sob monitoramento até o fim de 1988.

Crédito Revista Oeste



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