A Polícia Federal (PF) inaugurou nesta terça-feira (3), em Brasília, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. A unidade permitirá identificar a origem do ouro apreendido em operações policiais e deve reforçar as investigações sobre garimpo ilegal e crimes ambientais, especialmente na Amazônia.
Instalado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), o laboratório utilizará técnicas de análise geoquímica e isotópica para comparar características de amostras de ouro recolhidas pelas autoridades com dados científicos de jazidas brasileiras. A partir desse cruzamento, os peritos poderão produzir laudos que indiquem a procedência do material e forneçam evidências para a apuração da cadeia de extração e circulação do minério.
A estrutura integra o Programa Ouro Alvo, iniciativa vinculada ao Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS). O projeto recebe recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Com a nova ferramenta, a PF busca ampliar a capacidade de relacionar o ouro apreendido aos locais de extração, oferecendo suporte técnico às investigações sobre mineração clandestina e seus impactos ambientais.
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