Casa Nóticias Emprego formal tem pior setembro desde 2020 no Brasil

Emprego formal tem pior setembro desde 2020 no Brasil

por admin
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O Brasil criou 121.305 empregos com carteira assinada em setembro de 2026, uma redução de 43,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo chegou a 214.609 postos. O resultado é o mais baixo para setembro desde 2020, primeiro ano da série histórica do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números foram divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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No período, foram registradas aproximadamente 2,214 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos. O desempenho ficou abaixo até mesmo do observado em setembro de 2020, quando foram criados 299,7 mil empregos formais, apesar dos impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19.

A desaceleração também aparece no balanço dos nove primeiros meses do ano. Entre janeiro e setembro, o país acumulou cerca de 1,2 milhão de novas vagas, queda de 27,9% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando o saldo havia alcançado aproximadamente 1,7 milhão. Trata-se do pior resultado para o período desde 2020.

Durante a apresentação dos dados, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a perda de ritmo ao patamar elevado da taxa básica de juros. Segundo ele, o custo do crédito tem prejudicado os investimentos e, consequentemente, a abertura de postos de trabalho.

“Os juros vêm machucando o ritmo de investimento e isso reflete no número de empregos gerados”, afirmou.

Serviços concentram abertura de vagas

Entre os cinco grandes setores da economia, quatro apresentaram saldo positivo em setembro. Serviços lideraram as contratações, com 81.241 novos postos de trabalho, seguidos pela indústria, que abriu 19.285 vagas.

O comércio registrou saldo positivo de 15.697 empregos, enquanto a construção civil acrescentou 9.468 postos. Na contramão dos demais segmentos, a agropecuária encerrou o mês com saldo negativo de 4.381 vagas.

Apesar do resultado positivo em setembro, o comércio ainda acumula perda de 31,6 mil empregos formais em 2026.

Rio Grande do Sul tem resultado negativo

Na distribuição por estados, o Rio Grande do Sul foi a única unidade da Federação a registrar retração na geração de empregos formais em setembro. A queda foi de 0,1%, influenciada principalmente pelos resultados da fabricação de produtos de fumo e do comércio varejista.

Alagoas apresentou o melhor desempenho proporcional no mês, com crescimento de 2,47% no saldo de empregos. Na sequência aparecem Amapá, com 1,35%, e Roraima, com 1,23%.

Considerando o acumulado de janeiro a setembro, Amapá liderou a expansão proporcional, com alta de 7,75%, seguido por Roraima (4,54%) e Piauí (4,52%).

Mesmo com a redução no ritmo de contratações, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48,3 milhões em setembro, acima dos 48,2 milhões registrados no mês anterior.

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41, praticamente estável em relação a agosto, quando alcançou R$ 2.430,51. Na comparação com setembro de 2025, houve aumento, já que a remuneração média de entrada naquele mês era de R$ 2.384,50.

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