Gabriela Cecchin/Folhapress
Usuários das redes sociais comentaram recentemente sobre o óleo de bagaço de oliva, que apesar de utilizado como uma alternativa mais barata, é vendido a preços semelhantes ao do azeite extravirgem.
O óleo é extraído dos resíduos finais da oliva, após a retirada de todo o azeite, e é tratado com solventes até se tornar próprio para consumo.
A Folha visitou quatro franquias de supermercados na região do Ipiranga, em São Paulo, na zona sul da capital paulista. O preço médio observado para o azeite extravirgem foi de R$ 40 a R$ 50 para o frasco de 500 ml. A marca mais cara encontrada vendia um vidro de 250 ml a R$ 115. A reportagem encontrou o óleo de bagaço apenas em uma das redes visitadas. A opção da marca De Olliva saía por R$ 37,90, e o Olitalia estava na promoção, de R$ 44,90 por R$ 29,90.
Só podem ser considerados azeite produtos obtidos exclusivamente das azeitonas, sem mistura de qualquer outro óleo, segundo instrução normativa nº 1 de 30 de janeiro de 2012 do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).
Na prática, existem quatro tipos de azeite:
- Extravirgem: tem mais qualidade, acidez menor ou igual a 0,8% e é produzido a partir de azeitonas em ótimo estado;
- Virgem: considerado de qualidade intermediária, com acidez menor ou igual a 2% e poucos defeitos;
- Tipo único: compreende o grupo “azeite de oliva” e “azeite de oliva refinado”, com técnicas de refino que não provocam alteração na estrutura glicerídica inicial;
- Lampante: tem acidez maior que 2% e não pode ser destinado diretamente à alimentação humana, podendo ser refinado para enquadramento nos tipos “azeite de oliva” ou “azeite de oliva refinado”

