O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta tarde (06) que é “possível” assinar um acordo com o Irã antes de sua viagem à China, prevista para os dias 14 e 15 de maio. A declaração foi dada em entrevista à Public Broadcasting Service (PBS).
Mais cedo, Trump havia adotado um tom mais cauteloso ao comentar o andamento das negociações de paz. Em entrevista ao New York Post, afirmou que ainda é “cedo demais” para preparar encontros presenciais de paz com o Irã e para a assinatura de um acordo.
“Acho que não”, disse Trump ao ser questionado sobre a possibilidade de iniciar preparativos para uma viagem ao Paquistão, que media o conflito, para uma eventual cerimônia de assinatura de paz. “Acho que vamos fazer isso – é longe demais. Não, é demais”, completou.
As falas do presidente ocorrem horas após informações divulgadas pelo site Axios e pela agência Reuters indicarem que EUA e Irã estavam próximos de um acordo preliminar para encerrar a guerra. As duas partes estariam trabalhando em um memorando com o objetivo de pôr fim ao conflito, que já dura 67 dias.
Ontem (05), o presidente dos EUA anunciou a suspensão temporária da “Operação Liberdade”, operação militar voltada à escolta de navios comerciais no Estreito de Ormuz durante o bloqueio imposto pelo Irã. Segundo ele, a medida busca abrir espaço para negociações diplomáticas.
Já na manhã desta quarta (06), a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está liberado para navegação “segura”. Em comunicado divulgado nas redes sociais e na mídia estatal, o governo iraniano declarou:
“Agradecemos aos capitães e armadores do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas do Estreito de Ormuz e por contribuírem para a segurança marítima regional. Com as ameaças do agressor neutralizadas e novos protocolos em vigor, será garantida a passagem segura e estável pelo estreito”.