Casa Nóticias Caem de 11 para 4 as marcas patrocinadoras da Parada LGBT+ de SP – Paulo Figueiredo

Caem de 11 para 4 as marcas patrocinadoras da Parada LGBT+ de SP – Paulo Figueiredo

por admin
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Edição de 30 anos tem 7 marcas e 6 trios elétricos a menos do que em anos anteriores; organização cita redução no apoio corporativo às pautas de diversidade

A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada neste domingo (7.jun.2026) com redução no apoio privado e estrutura menor. A edição deste ano tem 4 marcas como patrocinadoras: Amstel, Grupo L’Oréal no Brasil, Amstel Vibes e Philip Morris Brasil, de acordo com a organização.

O número representa uma queda em relação a 2025, quando a lista pública de patrocinadores e apoiadores reunia 11 empresas: Amstel, L’Oréal Groupe, Sephora, Vibes, Smirnoff, Philip Morris Brasil, Team, Zurich, Sympla, Pinterest e Accor, segundo levantamento da Agência Aids.

A Parada de 2026 também terá 6 trios elétricos a menos. Neste ano, serão 14 trios; em 2025, foram 20. A organização afirma que a edição é realizada em um momento de “mudanças no apoio corporativo às pautas de diversidade”, que se traduz na redução de investimentos empresariais à temática da diversidade e inclusão.

Além das 4 marcas com investimento financeiro, a Parada também conta com empresas e associações em outras categorias de apoio. Eis a relação deste ano:

  • Camarote Pride;
  • Camarote Paulista;
  • Sympla;
  • Accor;
  • Zurich;
  • Cultura de Acesso;
  • Eletromidia;
  • Agência Fome;
  • POPline;
  • Climatempo;
  • Groupe 360;
  • Observe Eventos;
  • Gofriendly;
  • Festa Black;
  • DiaTV (transmissão oficial).

TEMÁTICA POLÍTICA

A edição de 2026 tem como tema 30 anos Parada SP: a rua convoca, a urna confirma. A proposta da organização é conectar a mobilização nas ruas à participação política e ao voto como instrumento de defesa de direitos da população LGBT+.

Os organizadores afirmam que “a Parada enfrenta quem tenta derrubá-la desde a 1ª edição” e relacionam esse movimento a “uma onda conservadora que busca promover o retrocesso de direitos conquistados”.

A fala cita a tentativa de restringir a presença de jovens e retirar o evento das vias públicas. O tema ganhou força depois que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 1º turno, em 20 de maio, projeto que restringe a participação de crianças e adolescentes em eventos LGBT+ e determina que atos desse tipo sejam realizados em locais fechados.

EMPRESAS RECUAM EM DIVERSIDADE

O recuo no apoio à Parada se dá em um contexto mais amplo de pressão sobre políticas corporativas de diversidade. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) proibiu empresas com contratos federais de adotarem programas de diversidade, equidade e inclusão e determinou que órgãos federais encerrassem iniciativas do tipo.

O movimento também chegou ao setor privado. Em fevereiro de 2025, o Citigroup anunciou que deixaria de exigir diversidade em listas de candidatos a vagas e em bancas de entrevistadores.

Crédito Poder360



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