Pesquisa PoderData divulgada na manhã desta quarta-feira (29) mostra que 69% dos brasileiros afirmam que os gastos com compras de mercado e o pagamento de contas aumentaram nas últimas semanas. O índice cresceu 18 pontos percentuais em relação a dezembro de 2025.
Outros 16% dizem, de acordo com a pesquisa, que os preços permaneceram estáveis, enquanto 8% afirmam que houve queda.
O levantamento perguntou aos entrevistados: “Na sua opinião, nas últimas semanas, os preços das compras no mercado e de contas… [aumentaram/ficaram iguais/diminuíram/não sabe]”.
A expectativa para os próximos meses também piorou. Segundo a pesquisa, 63% acreditam que a inflação continuará subindo. Em dezembro, esse percentual era de 45%. Outros 19% esperam estabilidade nos preços, enquanto 11% avaliam que os gastos devem diminuir.
CONFIRA A ESTRATIFICAÇÃO DA PERCEPÇÃO DA INFLAÇÃO:
A pesquisa também aponta deterioração na situação financeira das famílias brasileiras. O percentual de brasileiros que afirmam que suas finanças pioraram nos últimos seis meses subiu 23 pontos percentuais desde dezembro de 2025 e chegou a 42%. Outros 38% dizem que houve melhora, enquanto 19% afirmam que a situação permaneceu igual.
Apesar da piora percebida, a expectativa para os próximos 6 meses é mais otimista. 52% acreditam que a situação financeira pessoal vai melhorar. Para 33%, a tendência é de piora, e 9% esperam estabilidade.
Outro dado do levantamento mostra que 47% dos brasileiros afirmam que não teriam R$ 500 disponíveis para uma emergência financeira. Outros 48% dizem que conseguiriam arcar com esse valor. O percentual dos que não teriam essa reserva aumentou 13 pontos percentuais desde dezembro de 2025.
CONFIRA A ESTRATIFICAÇÃO SOBRE A RESERVA EMERGENCIAL:

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Foram realizadas 2.500 entrevistas por telefone, entre celulares e linhas fixas, em 147 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
Por não se tratar de pesquisa de intenção de voto, o levantamento não precisa de registro na Justiça Eleitoral.