Casa Nóticias Cientistas pretendem ‘bombardear’ uma ilha distante para eliminar um milhão de ‘ratos que consomem aves’

Cientistas pretendem ‘bombardear’ uma ilha distante para eliminar um milhão de ‘ratos que consomem aves’

por admin
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Cientistas e ambientalistas anunciaram na semana passada que vão “bombardear” uma ilha remota com toneladas de veneno para matar um milhão de camundongos. Mas é por um bom motivo: os roedores são uma espécie invasora que estão literalmente devorando as aves nativas do local.

O local em questão é a Ilha Marion, uma das duas integrantes da dupla conhecida como Ilhas do Príncipe Eduardo. Extremamente remota e de difícil acesso, ela fica entre a Antártida e a África do Sul, e faz parte do território do país africano.

No século 19, humanos introduziram na ilha o camundongo comum (Mus musculus). Como uma espécie invasora, sem predadores, os ratinhos logo começaram a se reproduzir loucamente e se alimentar das plantas e dos pequenos invertebrados do local, dizimando suas populações. Depois, passaram a se alimentar dos ovos deixados por aves, e, nas últimas décadas, dos filhotes dos pássaros. Mais recentemente, começaram a atacar – e até matar – os adultos também.

A ave mais ameaçada pelos invasores é o albatroz-errante (Diomedea exulans), que faz seus ninhos na ilha. Mas outras 18 espécies (das 29 de pássaros que habitam o território) também estão sob risco. Como nunca enfrentaram predadores terrestres, esses bichos simplesmente não sabem como reagir quando os camundongos começam a comer seus corpos.

A ameaça é conhecida há bastante tempo, mas só recentemente os cientistas começaram a considerar opções mais radicais para salvar as aves. Em março, já haviam adiantado que planejavam um “bombardeio”. Agora, confirmaram de vez que pretendem exterminar os camundongos da ilha.

A organização Mouse-Free Marion Project (Projeto Marion sem Camundongos), uma iniciativa que une o governo sul-africano e a ONG BirdLife South Africa, anunciou que planeja bombardear a ilha com 600 toneladas de pellets contaminados com raticida (veneno de rato).

Para a empreitada, a iniciativa está arrecadando US$ 29 milhões, dos quais um quarto já foi levantado.

A ideia é que o ataque aconteça em 2027, no inverno, quando a maioria das aves migram para outro local e os roedores ficam com mais fome. Pilotos teriam que voar por toda ilha sob condições difíceis, jogando toneladas de venenos em toda ilha. A ideia é acabar com a espécie mesmo – se um macho e uma fêmea permanecerem vivos, o problema vai eventualmente retornar.

Segundo os cientistas, o raticida usado não deverá atingir as espécies de invertebrados da ilha e nem das aves, que geralmente se alimentam de peixes no mar.

Não é a primeira vez que a ilha é palco de uma situação assim. Na década de 1940, cinco gatos foram introduzidos no local como pets de uma estação de pesquisa. Suas crias escaparam e criaram uma população de gatos selvagens que começou a matar as aves do local rapidamente. Cientistas, no entanto, conseguiram exterminar os mamíferos na década de 1990, usando uma abordagem que durou 20 anos e incluiu a introdução de um vírus felino, armadilhas e a caça intensiva.

Fonte: Super interessante



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