QUERIDA ABBY: O tio do meu marido morreu por suicídio em sua casa há seis meses. Foi um choque para toda a família. Desde o funeral, ajudámos a resolver os seus assuntos, incluindo a limpeza da sua casa para a colocar à venda.
A prima do meu marido (filha do tio) teve dificuldades compreensíveis em aceitar a perda do pai e decidiu comprar a casa e residir lá. Ela não procurou aconselhamento sobre luto e usa as redes sociais como forma terapêutica.
Muitos na família acreditam que ela está cometendo um erro estimulado pela dor. Ela quer realizar reuniões familiares e celebrações de feriados lá. Aqueles de nós que ajudaram a limpar a casa não querem voltar para lá. A perda ainda é recente e as memórias da cena ainda estão frescas.
Como podemos dizer a esta prima que nos sentimos desconfortáveis em visitar a casa sem lhe causar mais sofrimento? Queremos apoiar, mas é muito difícil voltar ao lugar onde ele acabou com a vida. — TRAUMATIZADO NO MISSOURI
QUERIDA TRAUMATIZADA: A prima do seu marido está se esforçando para lidar com sua dor, por mais imprudente que seja seu método. Todos têm apoiado, mas alguém precisa falar honestamente com ela e deixá-la saber que aquilo que ela está fantasiando não vai acontecer.
A pessoa mais próxima dela precisa falar francamente – para a família – sobre sua relutância em visitar a casa novamente. Depois de saber, ela poderá ficar menos ansiosa para comprar a casa do pai. Sim, ela provavelmente precisaria de algum aconselhamento sobre luto, e ele está disponível para famílias que passaram pelo tipo de trauma que ela sofreu. Um recurso que pode ajudar é o 988 Suicide & Crisis Lifeline (988lifeline.org), mas aquela pobre mulher em luto tem que estar disposta a pedir isso.
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Dear Abby foi escrita por Abigail Van Buren, também conhecida como Jeanne Phillips, e foi fundada por sua mãe, Pauline Phillips. Entre em contato com a querida Abby em www.DearAbby.com ou PO Box 69440, Los Angeles, CA 90069.