A ministra do Planejamento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet, disse que chegou a hora de o governo “levar a sério” a revisão estrutural dos gastos públicos.
Em entrevista ao jornal O Globo, Tebet reconheceu que a agenda de recuperação de receitas da equipe econômica chegou a um limite e que o desequilíbrio fiscal do Orçamento não será resolvido somente pela ótica da arrecadação.
“Já foi o momento de combater fraudes e erros, agora é hora de fazer revisão estrutural”, afirmou Tebet.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu que o problema é premente e precisa ser enfrentado com urgência. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que medidas criadas com finalidades eleitorais, em especial durante o governo Jair Bolsonaro (PL), se tornaram uma “batata quente” que precisa ser resolvida.
Para a publicação, felizmente, existe no governo quem avalie as contas públicas de maneira realista. Afinal de contas, o país registra há dez anos um déficit entre receitas e despesas, e, enquanto a arrecadação registrava altos e baixos, os gastos cresciam de maneira consistente e, em muitos anos, acima da inflação.
“No entanto, se algo mudou no discurso da equipe econômica, tudo continua rigorosamente igual no governo, e o presidente Lula da Silva não parece convencido de que isso seja um problema”, afirma o Estadão.
Tebet disse que uma das medidas em avaliação pode abrir um espaço fiscal de até R$ 20 bilhões, mas não revelou seu teor. Reafirmou, no entanto, que há debates interditados pelo presidente, entre os quais mudanças na política de valorização do salário mínimo.
Fonte: Revista Oeste