Home Nóticias No apagar das luzes câmara conclui que dinheiro esquecido vai para as contas do Tesouro

No apagar das luzes câmara conclui que dinheiro esquecido vai para as contas do Tesouro

by admin
0 comentário


A Câmara finalizou nesta 5ª feira (12.set.2024) a votação do projeto de desoneração das folhas de pagamento de setores da economia. O texto, que segue agora para sanção, determina que o dinheiro esquecido por brasileiros em contas bancárias seja repassado para o caixa do Tesouro Nacional. A estimativa é de que o valor represente R$ 8,5 bilhões.

O texto principal foi aprovado no apagar das luzes, às 23h58 da 4ª feira (11.set), dia limite do prazo dado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a oficialização da proposta. O projeto mantém o benefício fiscal até o fim de 2024 e determina a reoneração gradual dos 17 setores da economia e dos municípios com até 156,2 mil habitantes a partir do próximo ano até o fim de 2027.

Depois da votação, o líder do Governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sancionar a proposta ainda nesta 5ª (12.set).

DINHEIRO ESQUECIDO

Na sessão desta 5ª feira (12.set), os deputados analisaram uma emenda (íntegra) que estabelece que o Tesouro Nacional contabilizará como receita primária os recursos esquecidos por brasileiros em contas bancárias. Será usado para redução do deficit.

Houve um drible contábil. O BC (Banco Central) seguirá com a própria metodologia e contabilizará os recursos como “ajuste patrimonial”, o que não é incorporado no resultado primário.

A votação da emenda foi feita de forma atropelada. Integrantes da oposição ao governo tentaram atrapalhar a análise, declarando que o trecho mudaria o conteúdo da proposta e não só uma redação. Mudar o conteúdo significaria que o projeto da desoneração teria de voltar para nova votação no Senado, o que atrasaria a tramitação do texto.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que a apropriação do dinheiro esquecido configuraria um “confisco” e que o tema não poderia ser votado por projeto de lei, só por PEC (Proposta de Emenda Constitucional).

Também disse que a mudança por meio de emenda de redação abrirá a possibilidade de a oposição questionar a votação na Justiça.

A deputada Soraya Santos (PL-RJ) argumentou o mesmo: “Isso não é emenda de redação, uma vez que saímos de um confisco de R$ 8 bilhões para 12 bilhões”, afirmou durante a discussão.

Tanto a sessão para aprovar o texto-base como a que aprovou a emenda não foram conduzidas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-PB), que estava envolvido nas articulações para sua sucessão ao comando da Casa.

A sessão foi presidida por Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Deputadas da oposição afirmaram que Isnaldo apressou a votação e não seguiu o rito. Adriana ainda discursava quando Isnaldo encerrou a votação e anunciou o resultado.

ECONOMISTA CRITICA

O economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Leal de Barros, classificou a emenda como “mais uma fragilização do arcabouço fiscal”.

A “emenda de redação”, segundo ele, conflita diretamente com a previsão que consta na própria lei que instituiu o arcabouço (LC 200/23), de que a meta de resultado primário será aquela apurada pelo Banco Central.

“É um dano inequívoco à credibilidade das regras fiscais no país e a instituição de um ‘arcabouço fiscal’ efetivamente por lei complementar”, declarou.

Poder 360



Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO