No total, sete pessoas participavam da reunião familiar, no entanto somente seis consumiram o bolo. Elas foram encaminhadas ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, onde receberam socorro médico.
Zeli Teresinha dos Anjos, de 61 anos, foi a responsável por preparar o bolo. Ela ainda está hospitalizada, mas com quadro estável. O ex-marido de Zeli morreu em setembro deste ano, com um quadro de intoxicação alimentar. A polícia abriu inquérito para fazer a exumação do corpo e investigar se houve envenenamento nesse caso.
Maida Berenice Flores da Silva, de 58, era irmã de Zeli e morreu nessa segunda-feira (23/12). Segundo o boletim médico, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. O marido de Maida chegou a ser hospitalizado, mas teve alta.
Neusa Denise da Silva dos Anjos, de 65, morreu na terça-feira (24/12), após sofrer “choque pós-intoxicação alimentar”. Ela é mãe de Tatiana dos Anjos e avó do menino, de 10 anos, que segue internado.
Tatiana, 43 anos, também morreu após parada cardiorrespiratória. O filho de Tatiana está hospitalizado.
Investigações
A Polícia Civil recolheu amostras dos alimentos consumidos no encontro familiar para perícia e encaminhou os corpos das vítimas para necropsia no Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Na casa da mulher que fez o bolo, foram encontrados produtos vencidos, incluindo a farinha usada na receita.
O delegado responsável pelo caso, Marcos Vinícius Veloso, afirmou que a principal suspeita é de que tenha ocorrido intoxicação alimentar por alimentos vencidos. No entanto, ele não descarta a possibilidade de envenenamento.
Arsênio
Resultados preliminares divulgados na sexta-feira (27/12) indicam a presença de arsênio no sangue de uma vítima e de dois sobreviventes que ingeriram o bolo durante a reunião familiar. Essa substância, altamente tóxica, pode provocar danos graves à saúde e, em casos extremos, ser letal.
Foram analisadas amostras de sangue da mulher responsável pela preparação do bolo, do sobrinho-neto e de Neuza Denize Silva dos Anjos, uma das vítimas. A mulher e o menino seguem internados, mas estão “clinicamente estáveis”, segundo informações médicas.
O arsênio é um metal encontrado naturalmente em águas subterrâneas e em diversos alimentos, como frutos do mar, carne, frango e cereais. Em concentrações elevadas, torna-se tóxico. Ele é reconhecido pela OMS como um dos 10 químicos mais preocupantes para a saúde pública, portanto, o arsênio deve ser evitado, sempre que possível, para prevenir esses riscos.