O premiê do Canadá, Justin Trudeau, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (6). Ele também anunciou que deixará a liderança do Partido Liberal, mas permanecerá no cargo até que seu partido escolha um sucessor.
Trudeau, 53 anos, chegou ao poder em 2015 e liderou o governo por quase uma década. Seu mandato, no entanto, enfrentou crescente insatisfação nos últimos anos devido à alta nos preços de alimentos e habitação, além da pressão causada pelo aumento da imigração.
O premiê canadense também determinou a dissolução do parlamento, que manterá sua configuração atual até 24 de março. A medida visa dar tempo ao Partido Liberal para reestruturar sua liderança e reconquistar apoio popular.
Premiê do Canadá renunciou para ‘salvar’ chances do Partido Liberal
A decisão de Trudeau busca “salvar” as chances de vitória dos liberais nas eleições legislativas, marcadas para 20 de outubro. Pesquisas indicam que o Partido Conservador lidera com ampla vantagem, e a renúncia do premiê do Canadá é vista como uma tentativa de reverter esse cenário.
Trudeau ressaltou seu compromisso com o país, apesar dos desafios. “Sou um lutador. Importo-me profundamente pelos canadenses e por este país, e sempre me motivarei por esse interesse. Apesar disso, o parlamento está paralisado há meses após o maior mandato de minoria deste país”, disse.
Com a renúncia, cresce a pressão por antecipar as eleições para lidar com desafios internos e alinhar o governo à administração do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que inicia um novo mandato.
O Canadá, com 38,7 milhões de habitantes, é o segundo maior país do mundo em território, atrás apenas da Rússia. Governado por um sistema parlamentarista, o Partido Liberal de Trudeau não conseguiu maioria nas eleições de 2021, necessitando de coalizões para governar.
Apesar das críticas, o premiê do Canadá Justin Trudeau deixa um legado de políticas progressistas e ampliação de direitos no Canadá. Sua saída marca o fim de uma era e o início de um novo ciclo para o Partido Liberal.
Fonte: ND+