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Organismo para a cibersegurança do Reino Unido associou unidade de pirataria informática à agência de espionagem russa FSB. Ministros, diplomatas e funcionários públicos foram os principais alvos.
A aplicação WhatsApp terá sido a porta de entrada de hackers russos para atacar ministros e funcionários públicos de governos internacionais, numa operação que o centro nacional de cibersegurança da Grã-Bretanha associou à agência de espionagem da Rússia, o FSB.
Na origem dos ataques estará a unidade de pirataria informática Star Blizzard, que é acusada pelos especialistas de cibersegurança britânicos de procurar “minar a confiança na política no Reino Unido e em Estados similares”.
A estratégia, segundo uma publicação da Microsoft citada pelo jornal The Guardian, passa pelo envio de emails com convites para responsáveis políticos para se juntarem a grupos de utilizadores na aplicação. Os visados recebem, então, a mensagem de alguém que finge ser um elemento do governo dos Estados Unidos e que fornece um código QR, no qual o hacker ganha acesso à conta do agente de outro governo internacional em vez de dar acesso a um grupo de WhatsApp, permitindo dessa forma extrair informação das contas das vítimas.
O pretexto para conseguir ludibriar funcionários de governos internacionais era um grupo de WhatsApp sobre “iniciativas não governamentais destinadas a apoiar as ONG da Ucrânia”. O jornal britânico refere que o ataque procurou atingir ainda diplomatas e elementos ligados aos setores da defesa e da investigação de relações internacionais. A Microsoft não esclareceu se foram efetivamente exfiltradas informações das contas afetadas.
Com informações do “observador”

