Home Nóticias Otoni de Paula declara: ‘Nunca mais Bolsonaro terá minha solidariedade’ após perder eleição na bancada evangélica

Otoni de Paula declara: ‘Nunca mais Bolsonaro terá minha solidariedade’ após perder eleição na bancada evangélica

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Derrotado na eleição para líder da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) culpa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo resultado nas urnas. Na noite de ontem, terça-feira, integrantes da poderosa bancada no Congresso elegeram Gilberto Nascimento (PSD-SP) para a presidência. O emedebista, pastor da Assembleia de Deus de Madureira, vinha sendo fortemente atacado por Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, devido a uma aproximação com o Governo Lula. Nessa “guerra santa” entre bolsonaristas e não bolsonaristas, acabou ganhando a corrente ligada ao ex-presidente. A VEJA, Otoni disse nesta quarta, 26, que a campanha contra ele o afasta de vez de Bolsonaro. “Foi a eleição do medo. Eu fui o cara mais aliado do Bolsonaro. Mas, por pensar diferente, fui eleito inimigo e adversário dele. E aí os outros deputados pensam: imagina o que vai ser de mim”, diz ele, se referindo a parlamentares que acabaram votando em Nascimento, segundo ele, sob pressão.

Desde a campanha municipal, quando apoiou a reeleição de Eduardo Paes (PSD) contra Alexandre Ramagem (PL), Otoni virou alvo de ataques de bolsonaristas. O ex-vice líder do governo Bolsonaro, então, passou a se definir como um ex-bolsonarista. Em outubro do ano passado, ele encontrou Lula no Palácio do Planalto, com direito a elogios ao petista, aprofundando o racha na bancada e a irritação do clã Bolsonaro. “A ameaça (de Bolsonaro) está clara quando ele fala que ao votar no Otoni o deputado dá um voto de traição. E, nesse caso, terá que pedir em 2026 votos para Lula, e não para ele”, afirma o deputado do MDB do Rio, que, na semana passada, chegou a postar um vídeo em defesa do ex-presidente no caso da denúncia de golpe de estado da Procuradoria-Geral da República (PGR). “Nunca mais Bolsonaro terá minha solidariedade para nada”, dispara o parlamentar, dizendo que hoje não repetiria o gesto.

Chamado de “mais novo comunista gospel” pela ala de Malafaia, Otoni nega que a decisão de se afastar de vez de Bolsonaro o aproxima de Lula. “Meu candidato, até então, podia ser Bolsonaro. Mas me mantenho com Ronaldo Caiado. Foi sacanagem o que fizeram. Tenho amor próprio”, completa ele, que diz concorrer no ano que vem a deputado novamente, e não ao Senado, como chegou a cogitar. Otoni recebeu 61 votos para a liderança da FPE e perdeu a eleição – a primeira da história da frente evangélica, já que a escolha para presidente sempre acontecia em acordo – num placar de 117 a favor de Nascimento. No dia da decisão, a deputada Greyce Elias (Avante-MG) foi convencida a retirar sua candidatura para apoiar o político do PSD.

Fonte: Veja



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