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Irã utiliza drones e aplicativos para identificar mulheres sem véu islâmico

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O Irã está usando drones, sistemas de reconhecimento facial e um aplicativo de denúncias para impor às mulheres o uso obrigatório do véu islâmico, o hijab, segundo um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado na última sexta-feira (14).

De acordo com o documento, o monitoramento — e a punição — de mulheres que desafiam o código de vestimenta obrigatório é feito principalmente pelo aplicativo “Nazer”, uma ferramenta apoiada pelo governo que permite que cidadãos e policiais denunciem violações.

O sistema, que pode ser acessado pelo próprio site da polícia iraniana (FARAJA), permite que o denunciante avise onde, quando e até com qual veículo uma mulher foi vista sem o hijab.

Além de alertar a polícia, o aplicativo também envia uma mensagem de texto em tempo real para o proprietário do veículo “avisando-o de que ele foi encontrado violando as leis obrigatórias do hijab” e que, por isso, poderia ser apreendido, segundo o relatório.

O monitoramento, de acordo com a ONU, ainda envolve uso de drones e de câmeras de vigilância. Na Universidade Amirkabir, na capital Teerã, um software de reconhecimento facial foi instalado no início do ano passado para identificar estudantes que não seguem a regra.

As mulheres que desafiam as leis sobre a vestimenta ou protestam contra elas enfrentam penas severas no país, como prisão, multas milionárias, espancamento e morte.

Violação dos direitos humanos
O relatório da ONU, resultado de uma missão de dois anos, acusa o Irã de violações sistemáticas dos direitos humanos e crimes contra a humanidade, especialmente contra mulheres e meninas.

A repressão ganhou destaque após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, em setembro de 2022. A jovem curda foi brutalmente espancada enquanto estava sob custódia da polícia da moral, embora as autoridades atribuam sua morte a uma “insuficiência cardíaca súbita”.

O caso desencadeou vários protestos pelo país, que foram violentamente reprimidos pelas forças de segurança iranianas. Segundo a ONU, mais de 300 pessoas foram mortas, incluindo cerca de 40 crianças, e outras milhares foram presas nas manifestações.

“Dois anos e meio após o início dos protestos em setembro de 2022, mulheres e meninas no Irã continuam enfrentando discriminação sistemática, na lei e na prática, que permeia todos os aspectos de suas vidas, particularmente no que diz respeito à aplicação do hijab obrigatório”, diz o relatório.

A combinação de tecnologia e repressão estatal, segundo os investigadores da ONU, reflete um esforço para transformar a conformidade com o hijab em uma “responsabilidade cívica” imposta à população. O relatório será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos do órgão nesta terça-feira (18).

Fonte: R7



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