Home TV Flórida USA Comissão da Câmara aprova IR isento a quem recebe até R$ 5.000 – Paulo Figueiredo – TV Florida USA – A sua TV Brasileira nos Estados Unidos

Comissão da Câmara aprova IR isento a quem recebe até R$ 5.000 – Paulo Figueiredo – TV Florida USA – A sua TV Brasileira nos Estados Unidos

by admin
0 comentário


Texto retoma redutor para cobrança sobre dividendos; manteve-se a faixa de desconto para quem ganha de R$ 5.000 a R$ 7.350

A Comissão Especial sobre o Imposto de Renda da Câmara dos Deputados aprovou nesta 4ª feira (16.jul.2025) o relatório do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) sobre a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 ao mês.

A votação foi simbólica, quando não há registro de votos. O próximo passo é ser votado no plenário da Casa Baixa. O Poder360 mostrou que isso deve ser realizado só em agosto, depois do recesso legislativo.alertas grátis do Poder360

Ou seja, as mudanças do imposto de renda ainda não entram em vigor. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer a reforma valendo a partir de 2026 –ano da eleição.

A medida vai trazer perda de arrecadação. A compensação virá pela tributação da renda mais alta. A ideia é adicionar uma cobrança extra a quem recebe a partir de R$ 50.000 por mês para igualar a incidência na comparação com a média dos pagadores de impostos. Vale para algumas incidências específicas.

Lira havia apresentado o seu 1º parecer sobre o tema em 10 de julho, quando fez algumas alterações em relação ao que o governo havia planejado. Agora, houve novas determinações.

Leia abaixo o que mudou em cada tópico:

COBRANÇA EM DIVIDENDOS

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia enviado o texto inicial com a determinação do redutor. Na apresentação de seu 1º parecer, Lira justificou a retirada dizendo que a Receita Federal não enviou dados suficientes sobre essa categoria.

Agora, na versão mais recente, o deputado disse que o Fisco enviou os dados necessários, o que motivou a retomada da medida.

O redutor da alíquota incide sobre dividendos de pessoas físicas que tenham empresas. A ideia é que não haja excesso da carga tributária.

A trava será aplicada quando a soma dos impostos pagos pelas pessoas jurídica (IRPJ + CSLL) e física (IRPF) ultrapassarem os seguintes limites:

  • 34% para empresas em geral;
  • 40% para seguradoras; e
  • 45% para instituições financeiras.

Dividendo é um dinheiro recebido a partir dos resultados positivos de uma empresa. A reforma da renda determina que deve haver tributação extra dessa categoria para quem tem renda total a partir de R$ 600 mil ao ano.

O empresariado avaliou que a retirada do redutor iria aumentar a sua carga tributária, o que iria prejudicar os resultados operacionais.

O novo relatório de Lira também adicionou um dispositivo para determinar que os lucros e dividendos com distribuição até 31 de dezembro 2025 não estarão sujeitos à tributação do novo Imposto de Renda.

DESCONTO ATÉ R$ 7.350

Lira ampliou a faixa de desconto parcial do Imposto de Renda em relação ao que foi proposto pelo governo:

  • como o governo queria – dedução na faixa de R$ 5.000 a R$ 7.000 ao mês;
  • como Lira deixou – dedução na faixa de R$ 5.000 a R$ 7.350 ao mês.

Na prática, isso significa que mais pessoas terão algum desconto ao declarar o Imposto de Renda em 2026. Segundo o texto, mais 500 mil pessoas serão atendidas pela redução parcial pela ampliação para R$ 7.350.

Apesar da expansão da faixa, o cálculo que era usado para realizar os descontos foi modificado. O valor fixo diminuiu. Foi uma forma de não interferir na arrecadação do governo.

O cálculo do governo para a parcela a ser retirada era assim:

  • R$ 1.095,11 – (15,6% x rendimentos tributáveis).

A nova fórmula passou para:

  • R$ 978,62 – (13,3% x rendimentos tributáveis).

Ou seja, o desconto diminuiu em relação ao que seria anteriormente. Por outro lado, mais pessoas serão atendidas.

COMPENSAÇÃO AOS MUNICÍPIOS

Parte da arrecadação de municípios e Estados vem do “repasse” do Imposto de Renda dos funcionários públicos para os governos locais.

A isenção até R$ 5.000 traria perdas aos prefeitos e governadores, uma vez que mais pessoas deixariam de pagar o IR.

O projeto que saiu do Ministério da Fazenda trazia clareza na forma de compensação na perda arrecadatória de Estados e cidades.

O governo federal dizia que as cidades seriam beneficiadas com o aumento da massa salarial. O argumento não colou.

A equipe de Fernando Haddad calculou os valores das perdas depois das críticas. A Receita Federal estimou que haveria um impacto de R$ 1,5 bilhão aos Estados e R$ 3,0 bilhões para as cidades.

Os números divergem em relação aos representantes dos entes. A CNM (Confederação Nacional de Municípios) estimou uma queda de R$ 9,5 bilhões na arrecadação dos prefeitos.

O relatório de Lira institui uma compensação por meio do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal) e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

A ideia é que o excedente com a tributação da alta renda irá para Estados e municípios. Ou seja, o que sobrar em relação ao necessário para bancar as perdas com a isenção irá para os entes.

Caso haja arrecadação superior ao necessário para essa compensação, o excedente será destinado à redução da alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) –tributo federal da reforma tributária do consumo.

MAIS R$ 1,2 MILHÃO AO ANO

Ao declarar o IR, toda a renda anual seria somada. Se ultrapassar R$ 1,2 milhão no exercício e tiver pago menos de 10% do total à Receita Federal, será obrigada a complementar a diferença no ajuste anual.

A cobrança é reduzida de forma escalonada para quem recebe de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhão.

Lira manteve as determinações, mas alguns rendimentos foram retirados da base de cálculo em relação ao projeto do governo, como:

  • rendimentos de poupança;
  • indenizações por acidente ou doenças graves;
  • aposentadorias decorrentes de acidente ou doença grave; e
  • dividendos recebidos de governos estrangeiros (quando houver reciprocidade), de fundos soberanos e de entidades previdenciárias no exterior.

A REFORMA DA RENDA

O governo Lula quer isentar inteiramente quem recebe até R$ 5.000 ao mês. Serão 20 milhões de pessoas afetadas, segundo os dados do Ministério da Fazenda. Atualmente, deixam de pagar os cidadãos com rendimento até R$ 3.036 ao mês.

Essa é uma das principais investidas de Lula durante o seu 3º mandato. O aumento da faixa de isenção do IR é uma promessa desde a campanha eleitoral de 2022.

A medida ganhou ainda mais tração depois que o presidente e seus aliados passaram a investir no discurso de “ricos x pobres”, mirando as eleições de 2026.

Lira foi escolhido para relatar o projeto na Câmara por sua experiência política. Ele foi presidente da Casa durante os 2 primeiros anos do governo Lula e foi uma figura fundamental para a aprovação da reforma tributária do consumo.

Entenda a diferença entre as reformas de:

  • consumo – unifica impostos sobre bens e serviços (como ICMS, ISS, PIS/Cofins), visando tornar a tributação mais transparente e eficiente;
  • renda – altera regras de impostos sobre salários, lucros e investimentos.

A isenção ampliada do Imposto de Renda trará um impacto negativo de R$ 31,3 bilhões em 2026, segundo os cálculos da Receita Federal apresentados no relatório de Lira. Como menos pessoas vão pagar o tributo, o governo perde dinheiro.

Já a compensação com a cobrança da alta renda traria R$ 34,1 bilhões ao governo no ano. Leia as projeções no infográfico abaixo:

Crédito Poder360



Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO