O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida se manifestou pela 1ª vez após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF) por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT).
Em vídeo publicado ontem (31) nas redes sociais, Almeida afirmou que as acusações são mentiras, sugeriu uso político do caso e criticou sua demissão, que, de acordo com ele, ocorreu sem direito de defesa.
Ele foi indiciado pela Polícia Federal (PF) em 14 de novembro de 2025 e denunciado pela PGR em 4 de março. Almeida havia sido demitido do governo Lula em setembro de 2024, após acusações de assédio envolvendo várias mulheres.
Na gravação, o ex-ministro diz que é “inocente” e que permaneceu em silêncio por respeito à família e às investigações, que correm sob sigilo. “O que tenho a dizer sobre esse caso, eu direi no lugar certo, na Justiça, diante de um juiz, com meus advogados. E é lá que eu poderei me defender de verdade, apresentando provas e mostrando como uma causa tão importante foi usada para me tirar da vida política. Durante o inquérito, na prática, eu não pude me defender. Agora poderei”, afirmou.
Sem citar nomes, Almeida rebateu críticas e negou ter influência para evitar sua saída do cargo. Também afirmou que o episódio envolve racismo. “Sobre nós é mais fácil projetar o mal que se quer expurgar. Somos tratados como problema de polícia, não como sujeitos políticos”, disse.
O ex-ministro de Lula declarou ainda que sofreu “linchamento público” e criticou a atuação da organização Me Too Brasil, que reuniu denúncias contra ele.
“A organização que tornou públicas as supostas denúncias contra mim até agora não apresentou às investigadoras nem as informações mais elementares, mais básicas, para atestar que essas denúncias existiam de fato”, afirmou.
“Eu tenho quase 30 anos de trabalho no Brasil e no exterior sem uma única reclamação”, completou.
*Clique aqui para assistir ao vídeo de Almeida: https://www.instagram.com/silviolual/reel/DWkSvs4kZXm/