O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino é, até o momento, o indicado com maior rejeição em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nas últimas duas décadas.
Indicado pelo Lula em 2023, Dino foi aprovado com 17 votos favoráveis e 10 contrários, o maior número de votos negativos no período.
O resultado superou o registrado por André Mendonça em 2021. Indicado por Jair Bolsonaro, Mendonça recebeu 18 votos a favor e 9 contra.
Na sequência aparecem Alexandre de Moraes e Edson Fachin, ambos aprovados com 7 votos contrários. Moraes obteve 19 votos favoráveis, enquanto Fachin teve 20.
Outros ministros tiveram resistência menor. Gilmar Mendes registrou 16 votos a favor e 6 contra. Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin tiveram 5 votos contrários cada, com 22 e 21 votos favoráveis, respectivamente.
Dias Toffoli foi aprovado por 20 votos a 3. Rosa Weber teve 19 votos a favor e 3 contra.
Entre os melhores desempenhos recentes, Luís Roberto Barroso foi aprovado por 26 votos a 1, e Ricardo Lewandowski por 21 a 1. Luiz Fux e Cármen Lúcia foram aprovados por unanimidade, com 23 votos favoráveis e nenhum contrário.
Projeção para Messias
A sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, está marcada para esta quarta-feira (29). A votação no Senado é secreta.
O Palácio do Planalto projeta que o indicado alcance cerca de 50 votos favoráveis no plenário. A estimativa é superior ao resultado obtido por Dino, que teve 47 votos.
Já parlamentares da oposição e parte do centro indicam um cenário mais apertado, com possibilidade de o indicado não atingir 35 votos.
Antes da votação final, Messias passará pela CCJ, onde precisa de ao menos 14 votos para avançar ao plenário.
Nos bastidores, o indicado tem buscado apoio entre senadores e sinalizado compromisso com diálogo entre os Poderes e respeito às atribuições constitucionais.