Home Nóticias 35% dos professores não têm nível mínimo para dar aulas

35% dos professores não têm nível mínimo para dar aulas

by admin
0 comentário
MEC: 35% dos professores não têm nível mínimo para dar aulas


Mais de um terço dos professores avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) não atingiu o nível mínimo de proficiência para dar aulas. Os dados fazem parte da 1ª edição da Prova Nacional Docente (PND), conhecida como “Enem dos professores”, divulgada ontem (20) pelo governo Lula (PT).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Dos 760.118 docentes que participaram da avaliação, 266.322 ficaram abaixo de 50 pontos em uma escala de 0 a 100, índice considerado insuficiente pelo MEC. O total representa 35% dos professores avaliados.

A situação mais crítica foi registrada em Matemática. Na disciplina, 54,1% dos docentes não alcançaram o nível básico exigido. Artes aparece em seguida, com 50,1% de não proficientes, seguida por Letras, com 39,3%. Também apresentaram desempenho ruim Pedagogia, com 37,2% de professores abaixo do mínimo, e Educação Física, com 30,8%.

As áreas com “melhores resultados” foram Ciências Humanas, onde 19,8% não atingiram a proficiência, e Ciências, com 21,6%.

A prova foi aplicada em 17 licenciaturas e contou com participação de concluintes e profissionais já formados. A adesão envolveu 1.508 municípios brasileiros, incluindo 18 capitais, além de 22 redes estaduais. Embora a avaliação não seja obrigatória para ingresso na carreira docente, os resultados poderão ser utilizados por estados e municípios em processos seletivos.

O MEC classificou os professores aprovados em dois níveis. O “Padrão 1”, que reúne profissionais com capacidade mínima para planejamento e avaliação pedagógica, mas que ainda precisam de orientação em determinadas atividades. Já o “Padrão 2” engloba docentes considerados plenamente aptos para conduzir metodologias, avaliações e estratégias pedagógicas.

Entre os 493.796 professores considerados proficientes, apenas 183.983 atingiram o padrão mais elevado, equivalente a 37,2% do grupo aprovado.

“O MEC irá se debruçar sobre esses resultados por área para que a gente possa direcionar nossas políticas, tanto de formação continuada conduzidas pelo ministério, mas também para que a gente possa auxiliar as redes que possuem programas e políticas de formação continuada para que possam executá-las da melhor maneira possível”, afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O governo também divulgou os resultados dos cursos de Licenciatura no país. Os dados mostram que 38% dos 4.547 cursos avaliados receberam notas 1 e 2 no Conceito Enade, as piores faixas do indicador. O cenário mais grave foi identificado nos cursos de EAD. Entre eles, 60,5% tiveram notas baixas. Nos cursos presenciais, o índice ficou em 30,7%.

Os dados mostram ainda que 53,1% dos estudantes formados em licenciaturas EAD foram considerados não proficientes. Nos cursos presenciais, o porcentual caiu para 26,1%.

As universidades privadas tiveram o pior desempenho. Nas instituições particulares sem fins lucrativos, 54,7% dos concluintes não atingiram o nível mínimo. Já nas privadas com fins lucrativos, o índice foi de 53,2%.

No ano passado, o MEC proibiu novas matrículas em licenciaturas totalmente a distância e criou o modelo “semipresencial”. Pela regra atual, 30% da carga horária deve ser presencial, enquanto outros 20% podem ocorrer presencialmente ou por aulas ao vivo. O Conselho Nacional de Educação (CNE) ainda discute novas regras para os cursos de licenciatura e deve votar a proposta em 23 de junho.

O texto em debate no órgão prevê mínimo de 50% da carga horária presencial e endurece exigências para estágio supervisionado.

A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, afirmou que os cursos EAD avaliados pertencem ao modelo antigo, já proibido pelo MEC. “Esses cursos foram colocados em extinção. Desde o ano passado não podem receber novas matrículas. Não tenho mais uma atuação sobre esse curso, porque ele está sendo extinto assim que os concluintes completam”, disse.

Afirmou ainda que cursos presenciais com notas 1 e 2 precisarão comprovar mudanças para continuar funcionando: “Eles terão que demonstrar que fizeram todas as adaptações e estão aplicando todas as melhorias necessárias”.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil





Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO