A maioria dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) consideraram um equívoco o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro (PL), no qual ela expôs divergências com o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), e disse ter sido humilhada e apunhalada pelo enteado. É o que aponta um recorte da pesquisa AtlasIntel divulgado nesta quinta-feira (2).
Pelo levantamento, 78% dos entrevistados confirmaram que assistiram ao vídeo. E dos que se consideram eleitores de Jair Bolsonaro, 65,6% discordam da decisão da ex-primeira-dama de publicar o vídeo; outros 26,5% concordam. O vídeo impactou particularmente esse público, já que entre todos os entrevistados da pesquisa, 51% disseram concordar com a divulgação, enquanto 35% falaram que discordam.
Novamente entre os eleitores do ex-presidente, 54,6% disseram não acreditar que Flávio Bolsonaro teria sido “grosseiro”, “desrespeitoso” e que ela teria sido “humilhada” por ele. Por outro lado, 29,9% afirmaram acreditar nas palavras de Michelle.
A pesquisa AtlasIntel mostra que 37,8% dos entrevistados afirmaram que o desentendimento público “enfraquece muito” a candidatura do senador. Outros 26,3% disseram que “enfraquece um pouco” e 22,4% acreditam que não afeta. Por outro lado, 7,1% acham que “fortalece muito” e 2,1% que “fortalece um pouco.”
Michelle Bolsonaro deixou o PL Mulher uma semana após publicação de vídeo
Michelle Bolsonaro publicou o vídeo em 24 de junho e, nele, relatou que Flávio Bolsonaro a maltratou em uma conversa por telefone no fim de 2025. Na conversa, ambos discordaram sobre o apoio do PL a candidaturas ao governo do Ceará. Enquanto Flávio defendia estar ao lado de Ciro Gomes (PSDB), ela acreditava que Eduardo Girão (Novo) seria a melhor opção.
Uma semana depois de publicar o vídeo, a ex-primeira-dama anunciou a saída da presidência do PL Mulher, o núcleo feminino do partido presidido por ela desde 2023. Em um comunicado oficial, ela afirmou deixar o cargo para se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde.