Home Nóticias Dívida pública brasileira dispara no último ano de Lula no governo – Paulo Figueiredo

Dívida pública brasileira dispara no último ano de Lula no governo – Paulo Figueiredo

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A dívida pública brasileira deve encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um dos piores patamares das últimas décadas, segundo levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, baseado em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). O endividamento bruto do país, aponta, saltará de 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 96,5% do PIB em dezembro de 2026.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (10) pelo site Poder360, mostram um avanço de 12,6 pontos percentuais que coloca o Brasil como o segundo país do G20 com maior crescimento da dívida pública no período. O país fica atrás apenas da China, com alta projetada é de 29,6 pontos percentuais.

O desempenho brasileiro também é pior que o de outras economias emergentes, como África do Sul (8,2%), México (8,9%) e Argentina (-13,9%), que conseguiram conter melhor a expansão do endividamento.

Os números indicam ainda que a situação fiscal brasileira se aproxima dos níveis observados durante a crise econômica dos anos de 2015 e 2016, no governo de Dilma Rousseff (PT). Naquele período, a dívida bruta do país passou de 61,6% para 77,4% do PIB, em meio à recessão econômica.

As projeções do FMI apontam que a trajetória de alta deve continuar nos próximos anos, com um avanço de 96,5% para 105,5% do PIB até o fim da próxima gestão presidencial, um crescimento adicional de nove pontos percentuais.

Entre os 38 países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil também aparece entre as maiores altas de endividamento. O aumento projetado é inferior apenas ao registrado pela Finlândia, de 19,1 pontos percentuais, e pela Polônia, de 16,9 pontos.

Os números, porém, variam conforme a metodologia utilizada pelos órgãos de medição. Pelo padrão adotado pelo Banco Central e pelas projeções do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a dívida pública passou de 71,7% do PIB em 2022 e deverá atingir 83,6% do PIB em 2026, uma alta de 11,9 pontos percentuais.

As diferenças decorrem dos critérios adotados por cada instituição. O FMI considera todos os passivos do governo geral, o Banco Central exclui determinados ativos e passivos específicos, enquanto o Tesouro Nacional contabiliza apenas a dívida pública federal, que representa parte do endividamento total do setor público.

O cenário para os próximos anos também preocupa a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Em relatório divulgado em junho, o órgão projeta um período marcado por déficits primários permanentes e crescentes, dificuldades para o cumprimento das metas fiscais e limitações para conter o avanço da dívida.

Segundo o órgão, seria necessário um superávit primário de 2,1% do PIB por ano para estabilizar a relação entre dívida e PIB. As projeções indicam que o endividamento bruto poderá atingir 102% do PIB em 2032 e chegar a 115% do PIB em 2036, mantendo a trajetória de crescimento das contas públicas brasileiras.

A IFI considera riscos externos para o cálculo, como os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, além dos efeitos da reforma da tributação sobre o consumo nas contas de estados e municípios. Apesar de possíveis ganhos de eficiência e produtividade na economia, a instituição avalia que a situação fiscal continuará desafiadora.

Crédito Gazeta do Povo



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