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Muhammad lidera ranking de nomes de bebês na Inglaterra – Paulo Figueiredo

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Este é o terceiro ano consecutivo que o nome do profeta Maomé aparece na frente dos nomes ingleses

O Escritório de Estatísticas Nacionais da Inglaterra e do País de Gales divulgou que Muhammad foi o nome masculino mais registrado entre bebês nascidos em 2025. O nome ocupa a liderança pelo terceiro ano seguido, com cerca de 6 mil registros, quase 2 mil a mais que Noah, segundo colocado.

O levantamento também mostra mudanças entre os demais nomes masculinos. Leo e Luca subiram para o terceiro e quarto lugares, enquanto Arthur, Oliver e George perderam posições. Entre as meninas, Olivia manteve a liderança, seguida por Lily, Amelia, Isla e Florence.

Além de Muhammad, outras duas grafias do nome aparecem entre as 100 mais usadas. Mohammed ficou na 20ª posição e Mohammad na 55ª, somando cerca de 2,6 mil registros. O órgão responsável pelos dados contabiliza cada grafia separadamente, sem reunir as variações.

Muhammad faz parte do grupo dos dez nomes masculinos mais populares desde 2016 e está entre os 100 primeiros desde 1997. Já a grafia Mohammed apareceu pela primeira vez no ranking em 1924, ocupando a 91ª colocação. As diferentes formas de escrever o nome refletem adaptações do árabe para outros alfabetos e dialetos.

O crescimento do nome acompanha a expansão da população muçulmana na Grã-Bretanha. A chegada de imigrantes muçulmanos ganhou força no fim do século 19, principalmente em cidades portuárias como Londres, Cardiff e Liverpool, com grupos vindos do Iêmen e do Egito.

– Havia marinheiros muçulmanos na Grã-Bretanha no século 19 e início do século 20, com pequenos enclaves espalhados por várias cidades costeiras.

Segundo o professor David Coleman, da Universidade de Oxford, a imigração aumentou nas décadas de 1950 e 1960 após a Lei de Nacionalidade Britânica de 1948, que garantiu aos cidadãos britânicos o direito de entrar no Reino Unido sem restrições. A medida beneficiava pessoas com vínculos com países da Comunidade Britânica, como Austrália, Nova Zelândia e Canadá, mas também impulsionou a chegada de trabalhadores das Índias Ocidentais e da Ásia para suprir a demanda por mão de obra em setores tradicionais da economia. As informações são do The National News.

Crédito Pleno.News



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