O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta manhã (31) que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aceitou o convite para ser sua vice na chapa das eleições deste ano. No entanto, ressaltou que ainda estava “nas conversas para saber se” o PP “vai avançar ou não”.
“Tereza Cristina é um quadro excepcional. Foi ministra do presidente Bolsonaro, uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então o convite foi feito e ela aceitou, e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não. Enquanto isso, continuamos em conversas com outros partidos”, afirmou.
A declaração foi dada a jornalistas na chegada a um encontro com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).
Porém, quase ao mesmo tempo em que Flávio confirmou o convite, o PP divulgou uma nota informando que permanecerá neutro na disputa presidencial e que a decisão foi “acatada pela senadora”: “O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”.
Como antecipado ontem (30) pelo jornalista Claudio Dantas, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, “barrou a articulação que avançava nos bastidores” para que Tereza fosse vice de Flávio. De acordo com Dantas, o objetivo do político do Centrão “é garantir o apoio de Lula à sua reeleição ao Senado no Piauí”.
O cacique do PP, ainda segundo o jornalista, também se aproximou do governo Lula (PT) “para tentar evitar o pior” no âmbito das investigações do caso Master, do qual já chegou a ser alvo da Polícia Federal (PF).