O Novo oficializou nesta terça-feira (4) o senador Eduardo Girão (CE) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema na disputa pelo Palácio do Planalto. Com a definição, o parlamentar desistirá da candidatura ao governo do Ceará para integrar a composição presidencial da legenda.
A escolha foi definida após reuniões entre Zema, Girão e a direção nacional do partido. A decisão encerra as articulações em torno da vaga de vice e confirma uma chapa formada exclusivamente por filiados do Novo.
Em nota divulgada pela campanha, Zema afirmou que a escolha de Girão levou em consideração sua atuação política e seu alinhamento com as bandeiras defendidas pelo partido.
“Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília. Não poderia ser outra pessoa”, afirmou.
Antes da definição, o Novo avaliou outros nomes para compor a chapa. O ex-deputado federal Tiago Mitraud chegou a ser cotado, mas foi escolhido como candidato a vice-governador de Minas Gerais na chapa de Mateus Simões (PSD). Já o empresário Geraldo Rufino, citado por Zema nas últimas semanas, optou por disputar uma vaga no Senado por São Paulo.
A aproximação entre Zema e Girão ganhou força desde que o senador ingressou no Novo, em 2023, tornando-se o primeiro representante da legenda no Senado. Desde então, passou a defender publicamente a gestão do ex-governador mineiro e participou de agendas políticas ao seu lado.
No mês passado, Zema esteve em Fortaleza para participar do lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará. Na ocasião, ambos fizeram críticas ao governo federal e defenderam uma agenda voltada à redução do tamanho do Estado e ao ajuste das contas públicas.
Com a mudança de planos, Girão deixa a disputa estadual para integrar a corrida presidencial. A definição também encerra as especulações sobre uma possível aliança do Novo com outras siglas, incluindo as conversas que chegaram a envolver o empresário Geraldo Rufino e, anteriormente, uma composição com Romeu Zema e outros partidos.
Empresário antes de entrar para a política, Eduardo Girão foi eleito senador pelo Ceará em 2018. No Congresso, tornou-se um dos principais representantes das pautas conservadoras da legenda. Defende a redução da carga tributária, o corte de gastos públicos e a diminuição da estrutura do Estado. Também é favorável à anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e tem feito críticas recorrentes a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).