A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) pretende transformar a comparação entre os governos Jair Bolsonaro e Lula no principal eixo da disputa eleitoral. A estratégia foi detalhada pelo coordenador da chapa, senador Rogério Marinho (PL-RN), durante café da manhã com jornalistas realizado nesta quarta-feira (6), em Brasília.
Segundo Marinho, o programa de governo foi construído para preservar políticas implementadas durante a gestão Bolsonaro, corrigir falhas identificadas naquele período e apresentar ao eleitor um contraste direto com a administração do presidente Lula.
“Nós tivemos a possibilidade de governar o país. Nós sabemos onde erramos. Não devemos repetir esses erros. Onde acertamos, é importante potencializar esses acertos”, afirmou.
Na avaliação do senador, o governo Lula já acumulou tempo suficiente para ser comparado ao de seu antecessor.
“Nós estamos há três anos e meio de um governo que já mostrou a que veio. Não pode mais ficar olhando pelo retrovisor. É possível comparar um governo com outro”, disse.
Marinho afirmou que a campanha pretende explorar esse contraste durante toda a corrida eleitoral.
“Nós queremos que a sociedade tenha a oportunidade de discutir, comparar e fazer o seu juízo de valor. Nós estamos absolutamente convictos dos critérios de moralidade pública, da questão fiscal, da digitalização, da profissionalização da máquina pública e de não permitir o aparelhamento”, afirmou.
Segundo o coordenador da campanha, um dos objetivos da chapa era ampliar a aliança partidária para aumentar o tempo de propaganda eleitoral justamente para apresentar essa comparação aos eleitores.
“Nós tentamos ampliar o nosso grupo de partidos políticos porque entendíamos que era importante termos um tempo de televisão maior para apresentarmos justamente essas comparações e desmontar narrativas que foram plantadas ao longo desses três anos e meio”, disse.
Apesar das negociações com União Brasil, Progressistas e Republicanos não terem avançado, Marinho afirmou que a campanha manterá a estratégia de apresentar o PL como principal força de oposição ao governo federal.
“O PL hoje cumpre esse papel. Hoje é o maior partido do Brasil que representa a direita e a oposição”, afirmou.
Durante a conversa, Marinho também antecipou que a campanha pretende destacar indicadores relacionados à economia, segurança pública e corrupção como parte desse processo de comparação entre as duas gestões. Segundo ele, esses serão os principais temas do programa de governo que será apresentado ao longo da campanha.