O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou ontem (18) que a Petrobras não será privatizada em um eventual governo do candidato. A estatal é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, controlada pela União.
A declaração foi dada após o evento “Diálogo com Presidenciáveis”, promovido pela Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília. Segundo Marinho, as demais estatais passariam por uma avaliação, mas não há plano de desestatização da petrolífera.
“A Petrobras é uma empresa importante e estratégica para o Brasil. Todas as outras empresas estatais vão passar por uma avaliação para verificar qual é a sua eficácia. [..] Não há nenhum plano no sentido de privatizar a Petrobras”, declarou Marinho a jornalistas após o evento.
O senador também afirmou que uma eventual gestão de Flávio revisaria, nos seis primeiros meses, a Reforma Tributária aprovada durante o governo Lula. Segundo Marinho, a proposta não seria revogada, mas passaria por ajustes para corrigir o que chamou de “distorções”.
“Nós vamos nos debruçar sobre a reforma. Não é para paralisar a reforma nem acabar com a reforma. A reforma é necessária, mas para corrigir as suas distorções”, declarou.
Marinho criticou a alíquota estimada em cerca de 28% para o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e classificou o percentual como “inexequível”, principalmente para os setores de comércio e serviços. Apesar de defender uma redução da carga tributária, não apresentou uma meta para o percentual.
Questionado sobre a participação de Flávio nos debates eleitorais, Marinho reiterou que o candidato participará apenas dos encontros que também tiverem a presença de Lula (PT).