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Se Lula sabia, nós temos que falar em impeachment

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Em entrevista ao programa ALive desta segunda-feira (24), o senador Carlos Viana (PSD-MG) defendeu a sua proposta de criação de uma CPMI para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O filho do presidente Lula (PT) é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram suspeitas de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção.

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Segundo Viana, o caso pode até resultar em um processo de impeachment do petista. “Esse escândalo, ele tem uma proporção tão grande, mas tão grande, ele envolve personagens muito importantes da República, que tinham acesso a todos os gabinetes, envolve muito dinheiro”, afirmou.

O senador também relembrou a CPMI do INSS, da qual participou, e afirmou que a comissão encontrou dificuldades para avançar em medidas de investigação. “Lá atrás, nós já identificávamos que ia para Portugal, de lá ia para Espanha. Nós percebemos, na má vontade, que o próprio PT, a própria base do governo, já sabia onde isso ia chegar, porque nos impediu de solicitar nomes de companhias aéreas, nos impediu de fazer quebra de sigilo da Roberta Luchsinger, do irmão do presidente, do filho do presidente, porque eles já sabiam, desde já”, continuou.

“E eles contam com a não divulgação desse escândalo. Qual que é a armação? É tentar fazer com que esse escândalo fique somente na letra fria do processo. A ideia deles é que toda repercussão política não ganhe a dimensão que tem de ganhar”, completou.

Viana também questionou a relação entre Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e a lobista Roberta Luchsinger. O senador citou Marcola como “braço direito” do presidente e levantou questionamentos sobre os empréstimos, recebimento de joias e acesso a ministérios: “O presidente sabia?”: “Se o presidente Lula sabia, nós temos que falar em impeachment do presidente Lula”.

“O país tem que ter coragem de se levantar e dizer, um chefe de estado não pode permitir que essas coisas aconteçam na ante-sala do Palácio do Planalto”, continuou, defendendo que o Congresso Nacional seja “comandado por pessoas independentes e que tenham noção clara da grandeza do cargo que é que nós temos”.

Para Viana, as eleições deste ano podem alterar a composição do Congresso e abrir espaço para novas investigações. O senador afirmou que a disputa “vão renovar boa parte das cadeiras” e espera que o próximo Congresso não enfrente as mesmas pressões políticas que prejudicaram os trabalhos da CPMI do INSS.

“Ano que vem, eu tenho muita confiança de que boa parte dos senadores que serão reeleitos ou eleitos agora em outubro, chegarão em Brasília com a independência suficiente para dar um voto pela investigação”. “E nomes aparecerão para disputar a presidência do Senado, que eu tenho certeza colocarão a necessidade de independência da Casa o mais brevemente possível”, completou.





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